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Presidente do Novo atribui derrota de Zema a voto útil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, atribuiu a votação de menos de 1% obtida pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) na disputa pela Presidência da República à migração de votos para o também candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no 1º turno. Segundo Ribeiro, parte do eleitorado de direita antecipou o apoio ao candidato do PL na tentativa de derrotar o PT ainda na 1ª etapa da eleição.

“Uma migração do voto útil muito forte para o Flávio, como eu disse, um senso de urgência na tentativa de tentar matar a fatura no primeiro turno, acabou mitigando os votos do Zema”, afirmou em entrevista ao Poder360.

Ribeiro disse que esperava um desempenho melhor de Zema, que terminou a disputa presidencial em 6º lugar. Segundo o dirigente, o ex-governador foi prejudicado por concorrer na mesma faixa do eleitorado de Flávio Bolsonaro.

“Por o Zema ter uma sobreposição maior de votos, concorrendo praticamente na mesma raia do Flávio, ele acabou sendo mais prejudicado com isso, com essa desidratação”, declarou.

O presidente do Novo afirmou que a mudança de comportamento ocorreu principalmente nos últimos dias da campanha. Segundo ele, eleitores que pretendiam votar em Zema no 1º turno e apoiar Flávio em um eventual 2º turno decidiram antecipar o voto no candidato do PL diante da expectativa de derrotar o PT.

Ribeiro também afirmou que o movimento atingiu outros candidatos, mas teve impacto maior sobre Zema pela proximidade entre os eleitorados. Apesar do resultado, disse que a candidatura teve importância para o partido e que a votação não diminui o prestígio do ex-governador.

APOIO A FLÁVIO

O presidente do Novo afirmou que o apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, anunciado nesta 4ª feira (7.out.) é coerente com a atuação da sigla nos últimos 4 anos, período em que o partido atuou ao lado do PL na oposição a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Esse senso de urgência na sociedade, especialmente dentro do nosso eleitorado, no campo da direita, de vencermos o PT, nós não poderíamos nos furtar desse momento do país”, declarou.

Segundo Ribeiro, o partido não negociou ministérios ou cargos em um eventual governo de Flávio. Ele afirmou que o objetivo da sigla é derrotar o PT e encerrar o ciclo de governos Lula.

O dirigente disse que há convergências entre as propostas de Flávio e Zema, especialmente nas áreas econômica e de reformas. Apontou, porém, diferenças na agenda de privatizações: o Novo defende a venda de bancos públicos e da Petrobras, enquanto Flávio prefere manter essas empresas estatais.

Ribeiro também afirmou que o partido defende a saída do Brasil do Brics e o ingresso na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Apesar das diferenças, declarou que há alinhamento entre as propostas dos dois candidatos em relação a reformas econômicas e mudanças no Judiciário.

BANCADA DO NOVO CRESCE

Ribeiro afirmou que o Novo alcançou o maior resultado eleitoral de sua história. A sigla passou de 3 deputados federais eleitos em 2022 para 10 em 2026 e elegeu 3 senadores.

O presidente atribuiu o crescimento a mudanças na estrutura partidária feitas depois do desempenho eleitoral de 2022. Segundo ele, o Novo passou a utilizar recursos dos fundos partidário e eleitoral, profissionalizou a gestão e estabeleceu metas para dirigentes contratados.

De acordo com o dirigente, as listas de candidatos do partido em 2026 foram 3 vezes maiores do que nas eleições anteriores. Ele também citou a atuação da bancada federal e o investimento em ações judiciais como fatores que contribuíram para ampliar a presença da sigla na política nacional.

REFORMAS NO CONGRESSO

Para os próximos 4 anos, Ribeiro afirmou que o Novo pretende priorizar mudanças no Judiciário e reformas econômicas. Entre as propostas citadas estão a discussão sobre mandatos para ministros do STF, alterações nos critérios de indicação para a Corte, reforma administrativa, reforma fiscal e eventual reforma previdenciária.

O dirigente também defendeu mudanças na legislação trabalhista. Segundo ele, o Novo apoia um modelo de contratação mais flexível, com possibilidade de negociação direta entre patrões e empregados.

Ribeiro chamou a proposta de “CLT paralela” e afirmou que ela permitiria ao trabalhador escolher entre o modelo atual da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e uma alternativa com maior flexibilidade para definir jornada e banco de horas.

O presidente do Novo declarou que a bancada eleita pretende atuar para aprovar essas mudanças no Congresso. Também afirmou que a defesa do impeachment de ministros do STF está entre as prioridades do partido e que a sigla estabeleceu essa posição como condição para candidaturas ao Senado.

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