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“O bolsonarismo vai instaurar um golpe no Brasil”, diz Ana Elisa (PT)

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) afirmou nesta 5ª feira (8.out.2026) que a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República poderia prolongar a influência do bolsonarismo por mais de 30 anos e ameaçar a democracia brasileira. 

“Eles estão avisando a todo momento que vão fazer um golpe com o Brasil. O bolsonarismo vai instaurar um golpe no Brasil”, disse a jornalistas.

Segundo Ana Elisa, a eleição de Flávio poderia garantir a continuidade do movimento político por décadas. “Se Flávio Bolsonaro se eleger presidente da República, essa é a nossa última chance de tirar o bolsonarismo do poder. O bolsonarismo não tem mais fôlego para se sustentar por 4 anos sem a Presidência da República. Mas, ganhando a Presidência da República este ano, o bolsonarismo se sustenta por mais de 30 anos”, afirmou.

A deputada eleita disse que o antipetismo tem dificultado que parte do eleitorado avalie quem é Flávio Bolsonaro. Na avaliação dela, a rejeição ao PT impede que eleitores considerem aspectos da trajetória do senador e de suas alianças políticas.

“Agora é o momento de ou convencer quem votou no Flávio Bolsonaro, ou entender quem é Flávio Bolsonaro. As pessoas estão esquecendo quem é Flávio Bolsonaro. O ódio pelo PT, o ódio pelo lulismo, não está deixando as pessoas enxergarem quem é Flávio Bolsonaro”, declarou.

Ana Elisa disse que há relações do senador com milícias e com o Banco Master, além de mensagens enviadas ao empresário Daniel Vorcaro. Ela também associou o candidato do PL à defesa de um policial acusado de matar uma criança de 5 anos em uma favela. Para ela, esses temas devem fazer parte da comunicação da campanha petista.

A petista afirmou que preferia que a disputa fosse centrada em propostas para o país, mas avaliou que a polarização exige uma abordagem voltada também à trajetória dos candidatos.

“Eu adoraria que o debate político agora fosse realmente um debate político. Debate de proposta, debate do que fez, debate de melhoria para o Estado, economia e tudo mais. Mas, nesse momento político que nós estamos, o debate infelizmente vai ter que ser pessoal”, disse.

ESTRATÉGIA PARA O 2º TURNO

Ana Elisa defendeu que a campanha de Lula concentre esforços em eleitores que votaram em candidatos da chamada 3ª via no 1º turno, como Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Segundo ela, parte desse eleitorado ainda não decidiu em quem votar no 2º turno.

A deputada também disse que o PT precisa recuperar votos em regiões de Minas Gerais nas quais tradicionalmente tinha apoio, mas nas quais o resultado do 1º turno ficou abaixo do esperado. Ela afirmou que pretende viajar pelo Estado para conversar com eleitores e ajudar na campanha.

Segundo Ana Elisa, o partido está disposto a viabilizar deslocamentos para diferentes regiões mineiras. Ela disse que já percorreu cidades de diferentes partes do Estado e que pretende ampliar essa atuação durante o 2º turno.

CAMPANHA NAS REDES SOCIAIS

Ana Elisa atribui cerca de 90% de sua votação à atuação nas redes sociais. Eleita com 524.219 votos, a petista defendeu que a campanha de Lula amplie a presença nessas plataformas para se aproximar dos eleitores e tentar reverter o resultado do 1º turno.

“Foi o único lugar que a esquerda perdeu, foi nas redes”, afirmou.

Segundo ela, sugestões apresentadas por sua equipe à comunicação do presidente foram acolhidas, e Lula passou a publicar vídeos em formato selfie. Para a deputada eleita, o presidente tem facilidade diante das câmeras e deve explorar essa característica na campanha.

A petista também citou a mobilização do deputado federal André Janones (Rede-MG), que, segundo ela, articulou um canal no WhatsApp com mais de 1 milhão de pessoas interessadas em ajudar a campanha. As orientações aos apoiadores, afirmou, são compartilhadas por esses canais, enquanto eleitores se organizam de forma espontânea em suas cidades e Estados.

Ana Elisa também defendeu que a esquerda amplie a mobilização digital e evite interpretar críticas ou estratégias de comunicação como ataques internos. Na avaliação dela, o engajamento nas redes pode contribuir para conquistar novos votos no 2º turno.

AMEAÇAS

Ana Elisa relatou ter sido alvo de ataques coordenados desde que passou a atuar na campanha de Lula no 2º turno. Segundo ela, as ofensivas incluíram mensagens machistas e racistas, ameaças de estupro e violência, além da divulgação de seu endereço residencial, telefone e documentos pessoais.

A petista afirmou que dirigentes do PT em Minas Gerais, entre eles o presidente estadual da sigla e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), se colocaram à disposição para ajudar a garantir sua segurança. De acordo com ela, o partido organizou escolta para acompanhá-la durante os deslocamentos.

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