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Erika Hilton critica comunicação de Lula sobre caso Master

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)

A deputada federal reeleita Erika Hilton (Psol-SP) criticou a comunicação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o caso Master. Em entrevista à GloboNews, nesta 3ª feira (6.out.2026), ela afirmou que faltou traduzir para o eleitorado o que estava acontecendo e fazer com que os escândalos chegassem a quem está fora da “bolha” política.

“A gente viu que nem os escândalos do caso Master foram capazes de frear não só a ascensão do Flávio Bolsonaro, mas de senadores e deputados ligado ao caso Master. Eu acho que falta, e agora, nesse 2º turno, vai ser preciso que a gente entre com bastante força nas redes e nas ruas”, disse Erika Hilton.

A congressista afirmou que a campanha também deveria ter avaliado como os temas repercutiram entre eleitores que não acompanham o cotidiano da política.

“Como é que bateu ao eleitor o caso Master? Como é que fora da bolha que nós estamos conversando –porque é muito fácil falar com quem tá acompanhando o Estúdio I, falar com os nossos colegas de partido, com os nossos colegas do Parlamento– mas agora, como é que nós traduzimos isso para as pessoas que estão lá fora?”, disse Hilton.

A deputada defendeu uma comunicação mais direta para apresentar ao eleitor as diferenças entre Lula e Flávio Bolsonaro no 2º turno.

“Eu acho que faltou um pouco esse termômetro de percepção e como é que nós conseguimos fazer com que essa tradução chegasse, de fato, nesse eleitor e mostrasse: ‘Olha, desse lado nós temos essas propostas, nós temos isso aqui, e do outro lado nós temos essa figura que tá envolvido não só com o caso Master, mas uma série de outros escândalos de corrupção, milícia’”, disse Hilton.

Flávio Bolsonaro (PL) terminou o 1º turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os 2 disputarão o 2º turno em 25 de outubro.

O senador e candidato à Presidência negociou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). Registros de conversas mostram Flávio pedindo recursos ao empresário para a produção do longa. O Intercept Brasil revelou documentos e que apontam um acordo de quase US$ 24 milhões para financiar o filme.

Segundo os documentos, US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) foram repassados de fevereiro a maio de 2025 ao Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos. O fundo é ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro (PL), Paulo Calixto.

No 1º momento, Flávio negou o financiamento do Master e o contato com Daniel Vorcaro. Depois, confirmou.

Flávio manteve contato direto com Vorcaro por mensagens e ligações e se encontrou com o banqueiro em São Paulo depois da 1ª prisão dele, no fim de 2025. O senador afirmou que a reunião teve como objetivo colocar um “ponto final” na relação com Vorcaro, que era investidor do filme.

Em abril de 2025, o escritório de advocacia de Flávio emitiu 3 notas fiscais de R$ 500 mil para cobrar serviços de consultoria jurídica de 2 empresas ligadas a Vorcaro. Duas notas foram canceladas e uma permanece sem registro de cancelamento. Flávio afirmou que uma contratação não chegou a ser realizada e negou irregularidades.

Flávio negou ter recebido dinheiro ou vantagens pessoais de Vorcaro e afirmou que os recursos destinados ao filme foram usados integralmente na produção. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro repassado para o longa foi usada para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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