Um brasileiro de 46 anos foi preso no domingo (4.out.2026) depois de circular vestido com roupas semelhantes às usadas por agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement), o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, em um local de votação para as eleições brasileiras em Miami, na Flórida.
Identificado como Danilo Alves Silva, o homem estava no campus Kendall do Miami Dade College, onde brasileiros votavam no 1º turno das eleições presidenciais do Brasil.
Segundo o relatório policial, Silva usava boné com a identificação do ICE, óculos escuros, máscara, jaqueta azul semelhante às utilizadas por agentes de imigração e botas. Ele também carregava um rádio comunicador enquanto circulava entre os prédios onde funcionavam as seções eleitorais.
Investigadores disseram que alguns eleitores ficaram assustados ao acreditar que Silva era um agente federal. O homem teria abordado pessoas no local, o que provocou preocupação entre os presentes.
Agentes à paisana passaram a monitorá-lo. Segundo o registro policial, Silva inicialmente se recusou a apresentar identificação e, durante a abordagem, teria ameaçado um dos investigadores. O homem teria dito a um investigador que ele se arrependeria da decisão de detê-lo e que iria atrás dele e de outras pessoas presentes no local. O brasileiro também teria oferecido dinheiro aos policiais para que fosse liberado.
Brasileiro disse que usava fantasia
Depois de ser detido, Silva admitiu que não era agente federal. Segundo os investigadores, ele afirmou que as roupas eram uma fantasia comprada na Amazon e disse que queria observar a reação das pessoas.
O brasileiro relatou que havia ido ao local inicialmente usando uma camisa da seleção brasileira para votar. Depois de registrar o voto, voltou ao carro, trocou de roupa e retornou ao campus vestido como um agente do ICE. Ele também teria filmado a reação das pessoas com o celular.
Em determinado momento, um eleitor e outra pessoa que estava com uma câmera confrontaram Silva. Segundo o relatório policial, ele reagiu de forma agressiva, levando investigadores a intervir. Depois da prisão, o brasileiro foi levado ao Centro Correcional Turner Guilford Knight, em Miami.
