O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), perdeu 3.379.966 de votos no 1º turno de 2026 na comparação com o resultado eleitoral de 2022. O petista obteve 53.879.538 de votos (ou 45,16% dos votos válidos) na 1ª rodada de votação deste ano, ante 57.259.504 de votos (ou 48,43% dos votos) 4 anos atrás.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, obteve 56.104.503 de votos (ou 47,03% dos válidos). São 5.032.158 milhões a mais do que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), recebeu no 1º turno de 2022, com 51.072.345 (ou 43,20%).
Lula e Flávio se enfrentam no 2º turno, marcado para 25 de outubro. Há um cenário de forte polarização entre o petista e o filho mais velho de Bolsonaro, derrotado por Lula em 2022.
DESEMPENHO POR REGIÃO
Lula perdeu votos na comparação com o 1º turno de 4 anos atrás em todas as regiões do país, mas teve seu maior baque no Sudeste, com 1,8 milhão de apoios a menos. No Nordeste também houve queda, mas bem menor em números absolutos (258.555 votos).

Já Flávio se saiu melhor que o pai em todas as regiões, com destaque para o Nordeste e para o Sudeste, regiões em que teve ganho de 3 milhões de votos, na soma. Leia os números no infográfico abaixo:

CAMPANHA
A campanha tem sido marcada por críticas mútuas e judicialização. Nas últimas semanas, o candidato do PL passou a se concentrar no voto útil de antipetistas para tentar decidir a disputa já na 1ª etapa. A estratégia ganhou força depois que Flávio começou a crescer nas pesquisas e a se aproximar de Lula.
Em 3 de setembro, apareceu pela 1ª vez numericamente à frente em um cenário de 2º turno: 45% a 44%, segundo pesquisa PoderData/Aya, com a diferença dentro da margem de erro. A campanha do candidato do PL teve como alvo críticas ao governo Lula em economia, segurança e corrupção. Flávio defendeu corte de gastos, de impostos e de ministérios.
Lula teve a soberania como o mote, num contraponto a Flávio e à relação que o candidato do PL tem com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano).
Em atos de campanha, Lula dizia em tom crítico que o principal adversário queria buscar ajuda dos EUA para as eleições. Citava possível “ingerência externa”.
De forma negativa, o chefe do Executivo brasileiro também mencionou diretamente Trump em algumas ocasiões:
- 7.mai.2026 – “Se ele tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu. Porque eu ganhei as eleições”;
- 31.jul.2026 – disse que os brasileiros precisavam estudar matemática e IA para “competir com a China e acabar com a arrogância de Trump”;
- 14.ago.2026 – “Quero ter uma conversa tête-à-tête com ele. E vou dizer: ‘Não se meta nos negócios do Brasil e, sobretudo, na questão da eleição’”;
- 24.set.2026 – “Eu disse para o Trump que, nas eleições daqui, se ele meter a mão, vai perder as eleições. A gente não vai aceitar ingerência de ninguém”, declarou durante ato em São Gonçalo (RJ).
Houve ainda diversas menções ao caso “Dark Horse” e à relação entre Flávio e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que canalizou recursos para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Durante a campanha, Lula se concentrou na defesa do fim da escala 6 X 1 e na aprovação da PEC da Segurança Pública, sinalizando a criação de um ministério voltado à área. Houve menções a ações de governo, como o aumento do salário mínimo acima da inflação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais e programas como Crédito do Trabalhador, Desenrola Brasil e Pé-de-Meia.
A 9 dias do 1º turno, Lula também decidiu proibir as bets.


