Carlos Portinho e Carlos Jordy, do PL, foram eleitos neste domingo (4.out.2026) ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro. Às 21h12, com 99,66% das urnas apuradas, tinham recebido 26,78% e 24,57% dos votos válidos, respectivamente.
Eis os resultados até 21h12:
- Carlos Portinho (PL) – 26,78%;
- Carlos Jordy (PL) – 24,57%;
- Benedita da Silva (PT) – 20,21%;
- Pedro Paulo (PSD) – 11,94%;
- Monica Benício (Psol) – 9,66%;
- Marcelo Crivella (Republicanos) – 3,39%;
- Marcos Dias (Podemos) – 1,22%;
- Helio Secco (Missão) – 0,82%;
- Waguinho (Republicanos) – 0,73%;
- Michelly Xavier (UP) – 0,20%;
- Paula Falcão (PSTU) – 0,17%;
- Luciano Mattos (PRTB) – 0,15%;
- Vinicius Benevides (UP) – 0,06%;
- Ó Clemente (Democrata) – 0,06%;
- Luiz Eugenio (PCO) – 0,04%;
- Branco – 8,63%;
- Nulo – 10,46%.
Portinho é senador desde 2020 e garantiu cadeira na Casa Alta até 2034. Já Jordy entra lugar de Flávio Bolsonaro (PL), que não não tentou a reeleição para disputar a Presidência da República.
O 3º senador da bancada do Rio na Casa Alta é o ex-jogador Romário Faria, que tem mandato até 2031. Ele deixou o PL em agosto e está sem partido.
Com as vitórias de Portinho e Jordy, o PL mantém 2 integrantes na representação do Estado na Casa. Depois da saída de Romário, o partido de Jair Bolsonaro tinha ficado com 2 senadores fluminenses e terá a mesma quantidade ao menos pelos próximos 4 anos.
Com 54 cadeiras em jogo, a eleição ao Senado ganhou outra dimensão em 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma ser preciso ter maioria no Senado ou vão “avacalhar” o Supremo Tribunal Federal. O ex-presidente Jair Bolsonaro disse em junho de 2025 que, com mais senadores na Casa Alta que a oposição, seu grupo “mandará mais que o Planalto”.
Há um entendimento de que se o Senado tiver uma maioria de políticos de direita, cresce a possibilidade de abertura de um eventual pedido de impeachment contra um ministro do STF. O atual presidente, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no entanto, já declarou que não pautará o tema na Casa Alta.
QUEM CARLOS JORDY
Carlos Jordy, 44 anos, nasceu em Niterói (RJ) e é formado em Turismo e Hotelaria na Universidade do Vale do Itajaí. Funcionário público concursado, atuou nas áreas de orçamento público, licitações e contratos.
Entrou na política em 2016, quando elegeu-se vereador por Niterói pelo Partido Social Cristão. Em 2018, foi eleito deputado federal pelo PSL (Partido Social Liberal). Reeleito em 2022, foi líder da Oposição na Câmara em 2023 e 2024.
QUEM É CARLOS PORTINHO
Natural do Rio, Portinho tem 53 anos. Advogado pela PUC-RJ, especializou-se em direito esportivo, tributário e público e deu aulas em faculdades particulares.
Foi secretário municipal de Habitação na gestão de Eduardo Paes (PSD) e secretário estadual do Ambiente de 2014 a 2015, no governo Luiz Fernando Pezão.
Em 2018, foi eleito 1º suplente de Arolde de Oliveira (PSD) no Senado. Assumiu como senador pelo Rio de Janeiro em novembro de 2020, após a morte do titular, e tornou-se líder do PL na Casa.
POLÍTICOS DO BRASIL
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registra todos os candidatos que concorrem a cargos públicos em 2026. O prazo para registro terminou em 15 de agosto de 2026, mas sempre há alterações, pois há contestações judiciais. As informações apresentadas à Justiça Eleitoral são todas de responsabilidade dos candidatos e de seus partidos.
O Poder360 tem o maior acervo do Brasil com dados de políticos que foram candidatos em todas as eleições desde 1998: o Políticos do Brasil. As fichas dos candidatos de 2026 estão abertas ao público, com informações biográficas, listas de bens declarados e gráficos de evolução patrimonial, programas de governo e declarações de pendências com a Justiça.
Os dados de eleições anteriores estão disponíveis para os assinantes do Poder Drive, uma plataforma de informações atualizadas em tempo real de cerca de 500 órgãos públicos, um Agregador de Pesquisas com dados de estudos eleitorais desde o ano 2000 e um sistema de alertas para quem deseja acompanhar qualquer assunto relacionado ao poder nas esferas públicas e privadas do país.
