Mesmo com o resultado do 1º turno das eleições presidenciais, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebendo menos votos do que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os governistas ainda estão otimistas com a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho.
Lula convocou para esta 2ª feira (5.out.2026) uma reunião de emergência com aliados de todos os Estados. Na chegada ao encontro, realizado no Hotel San Marco, em Brasília, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que a pauta é um “prioridade do governo” e deve ser votada até a 4ª feira (7.out).
Questionado sobre a votação, Guimarães respondeu: “Acho que dá”. Ele disse que conversará ainda nesta 2ª feira (5.out) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB),
A jornalistas, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que a votação da PEC da 6 X 1 “depende do presidente Davi”. Já o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou esperar que Alcolumbre “tenha coragem de votar. Segundo o ministro, o presidente da Casa Alta “ficou enrolando”.
A pauta também será discutida na 3ª feira (6.out) durante a reunião de líderes, marcada para às 11h na Secretaria de Relações Institucionais, no Palácio do Planalto.
6 X 1
Alcolumbre incluiu na pauta do Senado a PEC do fim da escala 6 X 1, um dos ativos eleitorais para a reeleição de Lula. A proposta será analisada na 3ª feira (6.out).
Lula articulou um acordo para votar a PEC antes do 2º turno, marcado para 25 de outubro. Após atuar para adiar a votação, Alcolumbre sinalizou positivamente para tratar da proposta nesta semana.
A PEC ficou cerca de 3 meses parada no Senado, em decorrência do distanciamento entre Lula e Alcolumbre. A relação dos 2 foi tensionada depois de a Casa Alta rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Eleitoral.
Os 2 voltaram a se aproximar por intermédio dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
Integrantes do PT avaliam que a negociação para votar a proposta se deve à necessidade de Alcolumbre precisar de apoio para se reeleger como presidente da Casa Alta.
1º TURNO
Lula e o senador disputarão o 2º turno da eleição presidencial em 25 de outubro. Flávio teve 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos); Lula, 45,16% (53.879.538 votos).

Foi a menor diferença registrada desde 1989 no 2º turno. Depois da apuração das urnas, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou a vantagem de Flávio sobre Lula: “Só 2%”.
O presidente do PT afirmou que a sigla buscará lideranças de outros partidos dispostas a apoiar Lula. “Nós vamos conversar com todas as lideranças que queiram construir um Brasil que não se entregue às milícias e que queira discutir futuro”, declarou.
Apesar da declaração de Edinho, a perda de votos de Lula foi significativa: foram 3,4 milhões de votos a menos em comparação com o 1º turno de 2022.

Lula também falou a jornalistas depois do anúncio do resultado. Segundo ele, a campanha fará um apelo aos eleitores que não deram voto válido no 1º turno.
“Sou muito bom no mata-mata”, declarou o petista.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, foram 39,1 milhões de eleitores entre abstenções, votos brancos e nulos.

