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Ações de energia disparam com a liderança de Flávio no 1º turno

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

As ações de empresas do setor de energia dispararam nesta 2ª feira (5.out.2026), no 1º pregão depois do 1º turno das eleições. Papéis de companhias como Cosan, Equatorial, Auren, Petrobras e elétricas registraram fortes altas depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar a votação à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. Os 2 disputarão o 2º turno em 25 de outubro. A reação positiva não ficou restrita ao setor de energia. Por volta das 14h, o Ibovespa subia 8,29%, aos 208.050 pontos. Na máxima do dia, chegou aos 209.605 pontos, alta de 9,1%.

Agentes do mercado atribuem o movimento à expectativa de que uma eventual mudança de governo resulte em maior disciplina fiscal, controle de gastos e ambiente mais favorável ao investimento privado. A leitura é que uma trajetória mais equilibrada para as contas públicas abriria espaço para juros menores.

De acordo com o especialista em investimentos e fundador da , , o resultado reflete o movimento de investidores estrangeiros comprando empresas que possuem uma importância alta no Ibovespa, como o caso de Petrobras e Axia Energia.

“As demais empresas são companhias que possuem um nível alto de alavancagem e, com o resultado do 1º turno, o cenário de juros no país ficou mais ameno, o que beneficia essas empresas que possuem uma dívida maior, já que com menos juros menor será a despesa financeira e melhor será o resultado“, afirmou ao Poder360.

PLANO DE FLÁVIO PARA ÓLEO E GÁS

O programa de governo de Flávio dá maior destaque do que o de Lula para a atuação do setor privado em energia. O candidato pretende, caso eleito, aprofundar a abertura do mercado de gás natural iniciada no governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), com a Nova Lei do Gás de 2021.

Essa medida não é totalmente rejeitada por Lula, cujo Ministério de Minas e Energia tem atuado em consonância com a lei. A resistência à abertura de mercado, no entanto, tem encontrado respaldo em alguns setores do governo do atual presidente. 

Sob a ótica do mercado, o candidato do PL também é visto como mais flexível em relação ao licenciamento ambiental. Essa é uma demanda do setor de petróleo e gás, cuja operação está sujeita a contrapartidas ambientais custosas.

Flávio defende, por exemplo, a exploração de gás não convencional por fraturamento hidráulico, ou “fracking”. A técnica é proibida em 2 Estados brasileiros e alguns municípios por questões ambientais. A falta de segurança jurídica para essa modalidade de produção de hidrocarbonetos também tem repelido investimentos mesmo onde a produção não é restrita. Sem um arcabouço legal específico, projetos estão sujeitos ao questionamento de ONGs e promotorias que questionam sua viabilidade ambiental. 

O plano de Flávio não cita a Petrobras nominalmente nem apresenta proposta específica para privatizar a estatal, mas promete retomar o Programa Nacional de Desestatização e avaliar empresas caso a caso.

SETOR ELÉTRICO

Para o setor elétrico e a transição energética, o candidato propõe modernizar e ampliar a rede de transmissão para integrar novas fontes renováveis, implantar sistemas de armazenamento com baterias de grande porte e consolidar o mercado regulado de carbono.

O programa também fala em transformar o Brasil em uma “potência de biocombustíveis”, ampliar o RenovaBio e incentivar biogás, biometano, diesel verde e combustível sustentável de aviação. Parte dessas diretrizes dá continuidade a políticas iniciadas ou ampliadas no governo Lula.

Eis o desempenho de algumas das principais ações ligadas ao setor na tarde desta 2ª feira. Os valores foram consultados entre 15h45 e 15h55:

  • Cosan (CSAN3) – holding com participações em Raízen, Compass, Moove e Rumo. Pico: R$ 5,18; valor na consulta: R$ 5,04; valorização: 22,33%.
  • Equatorial (EQTL3) – atua principalmente em distribuição de energia elétrica, além de geração, transmissão e saneamento. Pico: R$ 48,66; valor na consulta: R$ 48,20; valorização: 15,01%.
  • Eneva (ENEV3) – modelo integrado de produção de gás natural e geração térmica. Pico: R$ 31,56; valor na consulta: R$ 30,66; valorização: 6,79%.
  • Auren Energia (AURE3) – possui ativos de geração hidrelétrica, eólica e solar. Pico: R$ 15,88; valor na consulta: R$ 15,52; valorização: 12,30%.
  • Petrobras (PETR4) – maior produtora de petróleo do país, com forte presença no pré-sal, além de refinarias, gasodutos e termelétricas. Pico: R$ 56,71; valor na consulta: R$ 56,11; valorização: 9,65%.
  • Taesa (TAEE11) – companhia concentrada em linhas e subestações de transmissão de energia. Pico: R$ 46,41; valor na consulta: R$ 46,26; valorização: 7,96%.
  • Cemig (CMIG4) – atua em geração, transmissão, distribuição e comercialização de eletricidade, principalmente em Minas Gerais. Pico: R$ 12,32; valor na consulta: R$ 12,31; valorização: 7,89%.
  • CPFL Energia (CPFE3) – grupo com operações de distribuição, geração, transmissão e comercialização de energia. Pico: R$ 52,17; valor na consulta: R$ 51,18; valorização: 6,43%.
  • Copel (CPLE3) – companhia integrada de geração, transmissão, distribuição e comercialização, com forte presença no Paraná. Pico: R$ 17,93; valor na consulta: R$ 17,68; valorização: 6,44%.
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