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Ato de Lula em SP reúne milhares e tem promessa do fim da 6 X 1

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Ato de Lula em SP reúne milhares e tem promessa do fim da 6 X 1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado (3.out.2026) a campanha que antecede o 1º turno com uma caminhada no centro de São Paulo. O ato teve início por volta das 11h30 e contou com a participação da chapa do PT no Estado. 

O trajeto de aproximadamente 1,8 km, da esquina da avenida Paulista com a rua Augusta até a praça Roosevelt, permaneceu quase todo ocupado durante o ato. O PT estima mais de 100 mil pessoas. A Polícia Militar informou que não divulgará uma estimativa de público.

ESCALA 6 X 1

Ao discursar, o petista reafirmou que o fim da escala 6 X 1 será aprovado no Senado na semana depois do 1º turno. O tema é uma das principais bandeiras pela reeleição de Lula, que visa a um inédito 4º mandato. Além disso, a primeira-dama Janja da Silva fez um apelo às mulheres e disse que elas “darão o tetra” para o presidente.

Assista (1min55s):

“Essa é a passeata do fim da escala 6 X 1, que vai ser votada semana que vem no Senado”, disse Lula sobre a redução da jornada de trabalho.

Na semana anterior ao 1º turno, realizado no domingo (4.out), Lula negociou um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para aprovar o fim da 6 X 1 antes do 2º turno, marcado para 25 de outubro. Alcolumbre incluiu a análise da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) a partir de 3ª feira (6.out). 

ACENO ÀS MULHERES

Outro tema caro à campanha do presidente são as mulheres. Janja tem assumido um papel de ponte entre Lula e essa parcela da população que, segundo o Tribunal Superior Eleitoral compõe 52% dos votantes. 

Em seu discurso durante a caminhada, a primeira-dama declarou: “É nós [sic] que vamos entregar ao presidente Lula o tetra e que vamos levar o Haddad ao 2º turno”’. Janja também fez um apelo: “Mulheres, conversem, conversem muito”. 

Assista a alguns momentos da caminhada (1min01s): 

Lula, 80 anos, disse que se sente como um “menino de 15” e afirmou que, em caso de dúvida, as pessoas deveriam perguntar à primeira-dama. Também fez um apelo para que eleitores acima de 70 anos votem.

“Nós precisamos convencer as pessoas de 70 anos que eles têm que votar pelos seus filhos, pelos seus netos, pelo seu bisneto. Ninguém pode se considerar incapaz com 70 anos. Eu tenho 80 e me sinto um menino de 15, como disse o companheiro. Se alguém tiver dúvida, pergunte para a Janja”, declarou.

MENÇÕES AOS CASOS INSS E MASTER

Ao tratar do caso do INSS, Lula falou sobre uma “quadrilha” na Previdência. Nesse momento, citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Esta caminhada é a caminhada que prendeu a quadrilha da Previdência Social criada por Bolsonaro”, disse.

Lula voltou a fazer menções ao caso Master e ao fundador do banco, Daniel Vorcaro, bem como à prisão do empresário. Sem citar nominalmente, o petista fez ainda referência a adversários.

“Eles estão com muito medo porque, a cada dia, aparece uma coisa nova. Só falta aparecerem os participantes da orgia”, declarou durante a caminhada em São Paulo.

Nas imediações da praça Roosevelt, militantes levaram um cavalo inflável preto. A estrutura, que trazia a inscrição “Dark Horse” e um saco de dinheiro, fazia referência ao filme sobre Bolsonaro.

O cavalo, bastante magro, carregava ainda uma representação de um saco com cifrão. A cinebiografia “Dark Horse”, ainda não lançada, conta a trajetória política de Jair Bolsonaro e tem seu financiamento sob investigação depois da divulgação de mensagens e áudios entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto, e Vorcaro.

Assista (30s):

CARTÃO DE CRÉDITO

Lula também fez críticas ao sistema financeiro ao citar os juros do cartão de crédito.

“O juro do cartão de crédito é uma roubalheira. Então, o cartão de crédito tem que ter responsabilidade. Por isso, companheiros, nós vamos no 4º mandato, moralizar essa coisa do crédito no Brasil. Se o sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganhe dinheiro investindo na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juro impagáveis”, declarou.

CRÍTICAS À PREFEITURA DE SP

Aliados fizeram críticas ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em razão de restrições ao ato do PT nas imediações da avenida Paulista. O candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, disse que o chefe do Executivo paulistano tentou impedir a caminhada com Lula e o chamou de “sempre vereador”. Em resposta, Nunes disse ao Poder360 que Haddad “caminha para ‘sempre perdedor’”.

A primeira-dama mandou Nunes “plantar batata”. Eis o que declarou:

“Amanhã não vem não, seu prefeito Ricardo Nunes. Amanhã a Paulista é nossa. Amanhã você vai plantar batata. Amanhã vamos comemorar no 1º turno na Paulista. Seu prefeito, vai ter que nos engolir.”

A candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) afirmou que “tentaram impedir o povo de ocupar a Paulista”.

Durante a semana, o PT criticou a prefeitura de São Paulo, atribuindo à gestão municipal uma restrição à caminhada: “O PT lamenta a tentativa da Prefeitura de São Paulo de criar confusão em torno da realização do ato, o que abre margem para interpretações de cunho político com objetivo de prejudicar a mobilização da agenda”.

Na caminhada deste sábado, Lula e o secretário nacional de Organização do PT, Laércio Ribeiro, afirmaram que o partido fará um ato na avenida Paulista na noite de domingo (4.set), após a apuração, contrariando veto da Prefeitura.

TENSÃO ANTES DO ATO

Antes da caminhada ter início, houve atrito entre organizadores e a Polícia Militar. Agentes se aproximaram dos trios elétricos, pressionando para que começassem a se deslocar. A discussão se deu perto das 10h50. 

O secretário nacional de Organização do PT, Laércio Ribeiro, foi para a frente de um dos caminhões pedir que a militância ocupasse esse espaço. Também houve discussão com a PM.

O Poder360 registrou o momento em que um dos agentes da PM abriu a porta do trio em que estava a imprensa. 

Assista (2min04s): 

https://www.youtube.com/watch?v=2-n7Q488QEQ

Participaram do ato, além de Lula:

  • Geraldo Alckmin – vice-presidente e candidato à reeleição na chapa de Lula;
  • Janja Lula da Silva – primeira-dama;
  • Fernando Haddad – candidato ao governo de São Paulo pelo PT;
  • Simone Tebet – candidata ao Senado em São Paulo pelo PSB;
  • Marina Silva – candidata ao Senado em São Paulo pela Rede;
  • Edinho Silva – presidente nacional do PT e coordenador-geral de campanha de Lula;
  • Kiko Celeguim – deputado federal por São Paulo, presidente do PT paulista e coordenador geral de campanha de Haddad;
  • Laércio Ribeiro – secretário nacional de Organização do PT;
  • Marco Aurélio de Carvalho – advogado, fundador do Prerrô e coordenador nacional da campanha de Lula em São Paulo.

POLÍCIA MILITAR

A Polícia Militar se pronunciou por meio de nota. Leia abaixo: 

“A Polícia Militar informa que acompanha, neste sábado (3), o ato na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, com reforço do policiamento e atuação integrada com órgãos estaduais e municipais, para garantir a segurança de manifestantes, pedestres e motoristas e preservar a fluidez do trânsito.

“Diante da concentração de pessoas e da possibilidade de deslocamento pela Rua Augusta até a Praça Roosevelt, as equipes buscam contato direto com as lideranças presentes, solicitando colaboração na orientação dos participantes e na adoção de medidas para prevenir acidentes. Também mantêm contato com os órgãos responsáveis, solicitando os ajustes necessários no trânsito, incluindo eventuais interdições para garantir a segurança dos participantes e de quem circula pela região.

“Até o momento, não há registro de incidentes.”

Assista à íntegra da caminhada (56min38s): 

https://www.youtube.com/watch?v=e2E-b4iPkYE

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