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“Tudo que Jaques Wagner quer é depor”, diz Lula sobre caso Master

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 5ª feira (1º.out.2026), que o senador Jaques Wagner (PT-BA) “não tem nada a ver” com o Banco Master e com o Credcesta. A declaração foi feita em entrevista ao “Flow Podcast”. 

“Tudo que Jaques Wagner quer é ser chamado para prestar depoimento”, disse Lula durante o programa.

O Credcesta se originou da privatização da Empresa Baiana de Alimentos, depois associada a empresários ligados à operadora PKL One. A operação se deu durante o governo de Rui Costa (PT) na Bahia e passou a ser administrada por empresas que se vincularam ao Banco Master. O Banco Máxima comprou parte dessa operação e integrou o Credcesta ao seu negócio. O Poder360 mostrou, em uma série de reportagens, a relação entre o PT baiano e o Banco Master. Leia mais aqui. 

Segundo Lula, quando Wagner governava a Bahia, existia uma política ligada à cesta básica que deu origem ao que mais tarde se tornaria o Credcesta. O presidente afirmou que “Wagner vendeu para eles” e que “eles passaram a tomar conta disso”. Declarou: “Depois, eles tentaram dar entrada já aqui em Brasília para virar banco”.

Lula atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro (PL) a transformação da instituição em banco. A mudança de status ocorreu enquanto Roberto Campos Neto presidia o Banco Central. O petista afirmou que foi a partir desse momento que a instituição “começou a fazer maracutaia e trambique”. 

RELAÇÃO DE WAGNER E VORCARO

Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero. Além do senador, o empresário Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-sócio do Master, foi um dos alvos das medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. 

Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares, como a proibição de contato entre investigados e a suspensão de passaportes. Segundo a PF, os fatos apurados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Além disso, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou em uma proposta de delação que realizava um pagamento mensal de R$ 3 milhões em propina para um grupo ligado ao senador. Segundo o ex-banqueiro, a operação contava com duas modalidades de pagamento principais: 

  • R$ 2 milhões por meio de contrato entre o Master e a PKL One, empresa que explorava o Credcesta –voltado para a concessão de empréstimos consignados a funcionários públicos baianos– , e que, segundo a Polícia Federal, era controlada por Augusto Lima e Wagner como sócios ocultos; 
  • R$ 1 milhão pagos em espécie a aliados do senador.

Leia mais sobre o caso:

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