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Caso Vorcaro é “o de menos” diante do 8 de Janeiro, diz Eduardo Bolsonaro

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Caso Vorcaro é “o de menos” diante do 8 de Janeiro, diz Eduardo Bolsonaro

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) disse que as suspeitas de corrupção envolvendo Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, são “o de menos” quando comparadas às prisões de pessoas condenadas pela tentativa de golpe do 8 de janeiro de 2023. A declaração foi publicada em vídeo em seu canal do YouTube na 4ª feira (30.set.2026).

“Vi um vídeo agora do [deputado estadual do PL-SP] Gil Diniz, uma senhora, saindo do presídio depois de 3 anos na cadeia, uma senhorinha”, disse Eduardo.

Ao comentar a situação da idosa, Eduardo afirmou que os efeitos das prisões sobre as famílias são mais graves que o prejuízo financeiro do rombo causado pelo banco fundado por Vorcaro.

“Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente. R$ 200 milhões é o de menos. Eu estou falando de criança que cresceu sem ver o pai, os caras estão lá há mais de 3 anos, presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para delegacia”, declarou o ex-deputado.

Eduardo também afirmou que integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e de outros movimentos de esquerda já cometeram crimes mais graves.

“O pessoal do MST já fez muito pior, o pessoal da CUT, de movimentos aí de esquerda já fizeram muito pior”, declarou.

Assista (52s): 

O ex-deputado é irmão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Uma das propostas de Flávio é conceder anistia aos condenados pelo STF pelos ataques de 8 de Janeiro, incluindo seu pai, Jair Bolsonaro (PL).

“DARK HORSE”

Eduardo e Flávio Bolsonaro são citados nas investigações sobre o financiamento de “Dark Horse”. O ex-deputado assinou como produtor executivo do filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro repassado do Master para a produção foi usada para bancar despesas de Eduardo nos Estados Unidos.

O senador Flávio Bolsonaro também é investigado pelo STF por causa do financiamento do filme. Ele negociou com Vorcaro recursos para a produção e manteve contato direto com o ex-banqueiro por mensagens e ligações. Documentos e indicam um acordo de quase US$ 24 milhões para financiar o longa.

Parte dos recursos passou pela Entre Investimentos, empresa que recebeu R$ 2,3 milhões do Banco Master e foi usada para repassar dinheiro à produção. Segundo os documentos reunidos na investigação, US$ 10,6 milhões, equivalentes a R$ 61 milhões, foram enviados de fevereiro a maio de 2025 ao Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, fundo ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto. Flávio nega irregularidades e afirma que os recursos destinados ao filme foram usados integralmente na produção.

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