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Saiba quais casos levaram Dino a pedir apuração sobre imagens religiosas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta 4ª feira (30.set.2026) que a Polícia Federal investigue o que chamou de “aparente onda de ataques nos últimos meses contra imagens religiosas”. Na decisão, o magistrado citou 10 notícias publicadas por veículos de comunicação de 1º de março a 28 de setembro de 2026. Leia a íntegra (PDF – 196 kB). 

Dino afirmou que há “um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados, tais como: ultraje a culto, na modalidade vilipêndio; preconceito religioso; violência contra práticas religiosas; injúria qualificada por elemento religioso; ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio”. 

Veja os casos citados por Dino e a data de publicação das reportagens:

  • Paróquia de Salvador é alvo de vandalismo e imagem religiosa é destruída (11.set.2026);
  • Vândalos destroem imagens de santos em loja de Londrina (PR) (15.set.2026);
  • Imagens sacras são destruídas dentro da Catedral de São Pedro, em Rio Grande (RS) (1º.set.2026);
  • Loja de artigos religiosos é vandalizada pela 3ª vez em Londrina (PR); confira vídeo (2.set.2026);
  • Imagem de Nossa Senhora é alvo de vandalismo na Jatiúca (AL) (6.ago.2026);
  • Terreiro de umbanda na Grande BH é alvo de vandalismo (5.ago.2026);
  • Imagem de Santa Dulce é destruída dentro de igreja de Salvador (28.set.2026);
  • Homem quebra imagem de Nossa Senhora Aparecida com machado em capela de MT (10.mar.2026);
  • Mãe de santo denuncia pastor por destruir assentamento de Exu em terreiro na Bahia (15.set.2026);
  • Imagem de Nossa Senhora Aparecida é incendiada e destruída às margens da BR-163, em Novo Progresso (PA) (3.ago.2026).

Só um dos casos, de 28 de setembro, foi publicado depois que viralizaram as postagens falsas de que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pretendia tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil e da própria decisão de Dino de domingo (27.set).

No despacho desta 4ª feira (30.set), Dino disse que a atuação da PF justifica-se pela repercussão interestadual, pela necessidade de repressão uniforme e pela natureza aparente de crimes contra os direitos humanos.

O ministro também determinou o envio do despacho e da decisão de domingo (27.set) ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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