O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 4ª feira (30.set.2026), que “não existe paradigma no mundo do Congresso ficar com 50% do orçamento da União”. A declaração foi feita durante entrevista aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Normose.
“É o governo que tem que executar o Orçamento e estabelecer as políticas públicas. O dinheiro vai para as mãos dos deputados para quê? Para ele fazer as emendas de interesse dele e de interesses eleitorais? Cria uma distorção política muito grande. Como o deputado que recebe R$ 60 ou R$ 70 milhões por ano vai disputar as eleições com uma pessoa que sai do movimento social e que não tem nada?”, disse.
Na entrevista, Lula também disse que “o presidencialismo foi sequestrado”. Segundo ele, isso se deu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O governo definia a política pública e as agências regulavam. No governo Bolsonaro, o Congresso tomou conta das agências. Hoje, tem muita gente nas agências que são representantes de empresários indicados por senadores”, afirmou.
O petista disse que defenderá, caso seja reeleito para o 4º mandato, uma “profunda” reforma política. Lula declarou ser “taxativamente” contra o fundo partidário e o fundo eleitoral por acreditar que recursos levam partidos à “promiscuidade”.
Apesar disso, afirmou que dependerá do Congresso e que uma reforma não será possível se uma maioria “anti-reforma” for eleita.
