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Lula só irá a debate da “Globo” se puder confrontar Flávio, diz Edinho

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta 2ª feira (28.set.2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode não participar do debate da TV Globo, na 5ª feira (1º.out), antes do 1º turno, caso o formato não permita um confronto mais direto com Flávio Bolsonaro (PL).

Em entrevista à TMC, Edinho disse que Lula tem interesse em participar do encontro e quer usar o debate para contrapor suas propostas às do adversário. Segundo o dirigente petista, porém, a presença dependerá das regras estabelecidas para a participação dos candidatos. Flávio confirmou no domingo (27.set) que estará presente.

“O presidente Lula quer muito confrontar o Flávio Bolsonaro. É o que ele mais quer. Agora, ele quer um modelo de debate onde ele possa confrontar o que ele defende para o Brasil com aquilo que a família Bolsonaro defende”, declarou.

Edinho afirmou que um modelo no qual Lula tenha de esperar a participação dos demais candidatos antes de voltar a fazer perguntas dificultaria a estratégia da campanha.

“Agora, se for um modelo de debate onde o presidente Lula faz uma pergunta e fica meia hora esperando para fazer a segunda, evidente que esse confronto de ideias não vai acontecer, esse confronto de projetos não vai acontecer”, disse.

Segundo o presidente do PT, Lula pretende ir aos debates desde que tenha a possibilidade de fazer uma contraposição mais direta a Flávio.

“O presidente Lula quer sim ir aos debates, desde que seja um debate onde ele possa confrontar o que ele pensa, o que ele defende, o modelo que ele defende para o Brasil e com aquilo que o Flávio Bolsonaro representa. Mas ele só poderá fazer isso se as regras do debate permitirem”, afirmou.

Edinho disse que, caso o formato não possibilite esse tipo de interação, Lula poderá optar por não comparecer.

“Ele fazer uma pergunta e ficar 20 minutos, meia hora esperando todo mundo falar para depois ele fazer outra pergunta. Se for esse modelo, evidente que o presidente Lula não irá ao debate e vai ficar aguardando o 2º turno, porque aí o 2º turno serão só os 2, só ele e o Flávio”, declarou.

A declaração de Edinho considera a hipótese de Lula e Flávio avançarem ao 2º turno. O presidente do PT não afirmou na entrevista que a ausência de Lula no debate da Globo já esteja decidida.

CONFRONTO COM FLÁVIO

Edinho também indicou quais temas o PT pretende explorar em um eventual confronto direto entre Lula e Flávio. Citou segurança pública, a atuação do governo de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de covid-19 e a relação do candidato do PL com os Estados Unidos.

O dirigente relacionou ainda Flávio a milicianos do Rio e disse que o candidato teria de responder sobre o tema. Também afirmou que o adversário deveria explicar posições relacionadas a minerais críticos e ao Pix.

RETA FINAL

Na mesma entrevista, Edinho afirmou que a estratégia do PT na última semana antes do 1º turno será intensificar a comparação entre Lula e Flávio.

“Nós vamos continuar comparando os 2 projetos”, disse. Citou segurança pública, política econômica, minerais críticos, relações com os Estados Unidos e democracia entre os assuntos que o PT pretende explorar.

O presidente do PT reconheceu que o governo precisa fazer mudanças. Segundo ele, são necessárias “correção de rotas”, melhora na qualidade do gasto público e reformas no governo e no modelo de Estado.

“Nós sabemos que nós precisamos fazer correção de rotas, que nós precisamos melhorar a qualidade do gasto público, que a gente tem que fazer reformas no governo e reformas no modelo de Estado brasileiro para a gente poder, inclusive, ter capacidade maior de investimento”, declarou.

CRISE NO STF E PESQUISAS

Questionado sobre o cenário mostrado pelas pesquisas eleitorais, Edinho relacionou o momento da disputa à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. Para ele, a situação estimula na população um desejo por mudanças.

“A crise envolvendo a Suprema Corte brasileira, ela é efetivamente talvez a maior crise institucional das últimas décadas, porque envolve o Poder Judiciário, envolve o Poder que tem por obrigação constitucional zelar pela democracia e garantir o direito do indivíduo. Então, não é uma crise pequena”, afirmou.

Edinho classificou como “legítimo” o sentimento de mudança e disse que a campanha presidencial passou a ser influenciada por ele. Em seguida, defendeu que Lula tem condições de se apresentar como representante dessas mudanças, citando propostas de reforma do Judiciário e do sistema político.

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