O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com a advogada Fernanda Klitzke (PT-SC), 2ª suplente na chapa do candidato petista ao Senado por Santa Catarina, Décio Lima (PT-SC), depois dela ter sido alvo de agressões da Polícia Militar em Jaraguá do Sul (SC) durante abordagem.
Na ligação, feita no domingo (13.set.2025), Lula prestou solidariedade a Klitzke e ouviu o relato da advogada sobre a ação policial. O episódio se deu na noite de sábado (12.set.2026), durante uma confraternização de militantes e apoiadores. Vídeos mostram a candidata sendo derrubada, chutada e atingida por disparos durante a abordagem.
“Estou ligando para te dar minha solidariedade, querida. E quando eu for aí, no dia 19, eu quero te dar um abraço”, disse Lula à Fernanda.
O vídeo do momento da ligação foi compartilhado nesta 4ª feira (16.set) por Décio Lima nas redes sociais. Assista (1min58s):
O caso já havia sido levado a Lula pela deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC), mulher de Décio. Em conversa divulgada nas redes sociais no domingo (13.set.2026), ela relatou ao presidente que Klitzke havia sido levada ao hospital e à delegacia depois da ocorrência.
Na ocasião, Ana Paula disse que Fernanda havia tentado intervir na abordagem na condição de advogada e relatou que ela foi atingida por disparos de bala de borracha e chutes.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também se manifestou sobre o episódio. Disse que a sigla “não aceitará violência política e principalmente contra a mulher” e pediu “apuração rigorosa, célere e transparente” do caso.
Assista ao vídeo (2min38):
📹 #Vídeo ⚠️ PT pede “apuração rigorosa” após PM agredir candidata a suplente em SC
❗️O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse neste domingo (13.set.2026) que a sigla “não aceitará violência política e principalmente contra a mulher”. O dirigente partidário fez menção a… pic.twitter.com/DA5DviUtUi
— Poder360 (@Poder360) September 13, 2026
ENTENDA O CASO
Segundo Décio Lima, uma reunião de militantes e apoiadores era realizada em Jaraguá do Sul. Por volta das 18h de sábado (12.set.2026), um carro chegou ao local com o som ligado e reproduzindo um jingle de Lula. O som foi desligado, mas vizinhos acionaram a polícia.
A PM afirma que foi chamada para atender uma ocorrência de perturbação do sossego e ameaça. Segundo a corporação, a moradora que fez a denúncia relatou ter sido ameaçada depois de pedir a redução do volume do som. A PM também afirma que houve resistência durante a abordagem e que uma policial sofreu uma lesão na mão.
Klitzke se apresentou como advogada e tentou intervir. Um vídeo publicado nas redes sociais de Décio mostra parte da ação. Uma policial segura a advogada e tenta conduzi-la até a viatura. Na sequência, outro agente faz disparos na direção de Klitzke. Ela é derrubada e recebe chutes.
A Polícia Militar de Santa Catarina afirmou que o emprego da força será analisado e que os fatos serão apurados pela Corregedoria-Geral da corporação.
O PT classificou o episódio como violência política. A PM não atribuiu motivação política à abordagem.
O Poder360 entrou em contato, por e-mail, com a assessoria da Polícia Militar de Santa Catarina para obter um posicionamento oficial sobre o caso. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.


