O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, avalia se adiará o julgamento do pedido para investigar o ministro André Mendonça por possível abuso de autoridade, marcado para o dia 23 de setembro. Depois do impasse que marcou o julgamento desta 3ª feira (15.set.2026), que analisava um relatório da Polícia Federal sobre o caso Moraes-Vorcaro, caberá ao ministro Fachin analisar se há condições de o colegiado discutir o caso.
Na sessão desta 3ª feira, foi iniciada uma questão de ordem para saber se haveria um julgamento conjunto dos pedidos de investigação contra Mendonça e o relatório da PF que demonstrou uma série de mensagens do ministro Alexandre de Moraes com o fundador do Master, Daniel Vorcaro.
O Poder360 apurou que depois do julgamento a presidência ainda não quis deliberar direto, mas avalia que será necessário avaliar se mantém ou não a data do julgamento do pedido contra Mendonça. O plenário não conseguiu julgar a tempo se haverá ou não uma sessão conjunta, uma vez que a análise foi suspensa com um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
QUESTÃO DE ORDEM
A sessão desta 3ª feira terminou com 4 votos a 3 para manter os casos dos ministros Moraes e Mendonça separados na Corte. Os ministros analisaram questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que pedia um julgamento conjunto para as duas petições.
Inicialmente, Dino votou a favor da questão de ordem, mas, com o pedido de vista, pediu para retirar seu voto.
Votaram a favor:
- Gilmar Mendes;
- Cristiano Zanin;
- Alexandre de Moraes.
Votaram contra:
- Edson Fachin;
- André Mendonça;
- Luiz Fux;
- Cármen Lúcia.
O BATE BOCA
Dino decidiu pedir vista depois de um bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça. O relator do caso Master fazia referência à citação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, em relatório da Polícia Federal sobre conversas do fundador do Banco Master.
Mendonça afirma que não via elementos suficientes que pudessem imputar a Gonet alguma atuação irregular. Contudo, Gilmar reagiu à fala e reforçou a defesa do procurador-geral. “É impressionante, presidente, que uma pessoa da estatura do Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isto sim é leviandade. Isto sim é leviandade”, declarou.
O tom da sessão subiu na sequência. Gilmar afirmou: “É impressionante a desfaçatez desse sujeito”. Mendonça rebateu afirmando: “Me respeite”.
Durante a troca de falas, Mendonça também disse: “Aqui não tem choro, não. Respeite”.
