A oposição de centro-esquerda liderada pela ex-primeira-ministra Magdalena Andersson venceu as eleições parlamentares da Suécia, realizadas no domingo (13.set.2026). Com 99% dos votos apurados, o grupo tem 176 das 349 cadeiras do Riksdag (o Parlamento sueco), contra 173 dos partidos que sustentam o atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, do bloco de direita.
Os dados são da Autoridade Eleitoral Sueca (Valmyndigheten) e foram consultados pelo Poder360 às 16h15 desta 4ª feira (16.set), no horário de Brasília. Naquele momento, 6.606 dos 6.626 distritos eleitorais haviam sido contabilizados. O resultado é preliminar.
A diferença atual é de 3 cadeiras. A emissora pública STV informou que, nesta fase da apuração, não há probabilidade de reviravoltas do resultado, restando apenas a confirmação se a vantagem final será de 1 ou 3 cadeiras.
Como ficou a disputa:

O bloco de centro-esquerda reúne os Social-Democratas (S), o Partido da Esquerda (V), os Verdes (MP) e o Partido do Centro (C), que é historicamente de centro-direita, mas atualmente se alinha à oposição de centro-esquerda por rejeitar alianças com os Democratas Suecos (SD), por considerarem de “extrema-direita”.
O sistema eleitoral sueco é proporcional. Os 349 assentos do Riksdag são distribuídos entre os partidos de acordo com a proporção de votos recebidos. A divisão é feita pelo método dos números ímpares ajustados, com o objetivo de aproximar a proporção de cadeiras da de votos. Assim, um partido que receba 20% dos votos deve obter cerca de 20% das cadeiras.
A vitória encerra o período de governo de Kristersson e abre caminho para o retorno de Andersson ao cargo que ocupou de 2021 a 2022.
PRÓXIMOS PASSOS
Na Suécia, o primeiro-ministro não é escolhido diretamente pelo voto popular. O presidente do Riksdag conduz as negociações e apresenta um candidato ao cargo. O nome indicado é aprovado caso não haja maioria absoluta de deputados votando contra.
Com a atual distribuição de cadeiras, Magdalena Andersson pode tentar formar o próximo governo, mas a composição da administração ainda depende das negociações entre os partidos. O novo Riksdag se reúne em 28 de setembro para eleger seu presidente. A partir de 29 de setembro, o presidente da Casa poderá propor um nome para primeiro-ministro.
A eleição também alterou a composição interna do Parlamento. Os Democratas Suecos, que apoiaram o governo de Kristersson desde 2022, aparecem com 62 cadeiras, 11 a menos do que as 73 obtidas no pleito anterior. Os Social-Democratas continuam como o maior partido, com 99 cadeiras. O Partido da Esquerda aparece com 30 cadeiras, 6 a mais do que em 2022.
A mudança de governo não deve significar uma reversão imediata de todas as políticas adotadas nos últimos anos. Segundo a Reuters, temas como imigração e segurança continuam tendo forte apoio entre os eleitores, o que pode limitar uma eventual reversão das medidas mais restritivas adotadas nos últimos anos no país.

