Manifestantes ligados às campanhas de Romeu Zema (Novo) e Flávio Bolsonaro (PL) participam de ato na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta 3ª feira (15.set.2026). O protesto reúne apoiadores dos 2 candidatos e pede anistia. Os participantes carregam bandeiras e faixas com os dizeres “Fora Lula, Fora Moraes”.
Entre os presentes estão os candidatos ao Senado Sebastião Coelho (Novo) e Adriana Ventura (Novo), além de Eduardo Girão (Novo), candidato a vice na chapa de Zema.
O ato é realizado no mesmo dia em que o STF começa a julgar se autoriza a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A manifestação é realizada sob um esquema especial de segurança na região. A Praça dos Três Poderes foi fechada, e a área destinada aos manifestantes tem cones, gradis e policiais.
A PMDF reforçou o policiamento e utiliza drones para monitorar a Esplanada. O esquema reúne órgãos de segurança do Distrito Federal, STF, Congresso, Forças Armadas e setores de inteligência.
Zema convocou a manifestação e chamou 15 de setembro de “o início do fim dos intocáveis”.
Veja abaixo fotos:
















Assista ao julgamento:
CASO VORCARO-MORAES
Em um ineditismo na história do Supremo, os ministros iniciaram na manhã desta 3ª (15.set.2026) o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que indica uma relação de um integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.
O caso teve início em 1º de setembro, quando o relator das investigações, ministro André Mendonça, tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que Vorcaro pediu uma interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.
O relatório indicou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.
Antes que fosse autorizado o andamento das investigações, o ministro André Mendonça remeteu o caso ao plenário do STF. Agora, os ministros analisam se a PF poderá ou não prosseguir com as apurações.
Em manifestação em 1º de setembro, a Procuradoria Geral da República afirmou que o procedimento da PF foi inválido por duas razões:
- Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da PF;
- uma investigação contra um ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário da Corte e deveria ser encaminhada à Presidência do Tribunal.
CASO MENDONÇA
Por sua atuação no inquérito, Mendonça é alvo de pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigá-lo por abuso de autoridades e improbidade administrativa. O procedimento foi instaurado inicialmente no inquérito das fake news, mas o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, avocou a relatoria do caso.
O contra-ataque processual de Moraes se baseia em um relatório de inteligência da PF contra Mendonça. O documento interno e sem valor probatório indica que o ministro teria direcionado as investigações do Master contra Moraes.
A validade do documento culminou em uma guerra de liminares para afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Por decisão de Fachin, Rodrigues se mantém na chefia da corporação até que haja uma análise mais aprofundada sobre o tema.
O presidente do STF também marcou o julgamento separado do caso para 23 de setembro.



