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Pesquisas com Lula atrás de Flávio aumentam pressão sobre Sidônio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)

Ao menos 2 pesquisas que mostraram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 2 pontos atrás do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no 2º turno ligaram o alerta no Planalto e na campanha do petista, além de causar irritação entre caciques do partido. Levantamento da Quaest, divulgado nesta 2ª feira (14.set.2026), trouxe o candidato do PL com 42% e Lula com 40% das intenções de voto na simulação de 2º turno.

Os dados confirmam o que a pesquisa PoderData/Aya, divulgada na 5ª feira (10.set.2026), mostrou: Flávio com 47% e o petista com 45% na 2ª rodada de votação. Os números aumentam a pressão sobre o marqueteiro Sidônio Palmeira, que segue como ministro da Secretaria de Comunicação do governo, mas mantém forte influência sobre a campanha de Lula.

Um dos nomes fortes do PT baiano, o ex-governador Rui Costa, candidato ao Senado, está irritado com a condução da comunicação lulista e projeta em Sidônio essa insatisfação. Alas do PT paulista, sobretudo os petistas históricos, também estão insatisfeitas. Entendem que a comunicação está cometendo erros sequenciais e sendo incapaz de aproveitar as oportunidades que têm aparecido.

Congressistas do partido também reclamam da dificuldade do setor de comunicação da campanha em compartilhar informações sobre pesquisas e da falta de direcionamento. A avaliação é de que há falhas no setor, com um modus operandi ultrapassado. O termo “analógico” tem sido usado com frequência.

COMUNICAÇÃO “PRIMÁRIA”

Também há o entendimento de que a esquerda patina quando comparada à direita nas redes sociais e de que é “primária” em vários aspectos ao utilizar os meios digitais.

As críticas a Sidônio também se dão porque há o entendimento de que ele dá atenção demais a outras campanhas, como a de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e candidato ao governo estadual.

No Planalto desde janeiro de 2025, Mariah Queiroz deixou o cargo de secretária de Estratégia e Redes Sociais da Secom no fim de agosto de 2026 para voltar à comunicação de João.

Foi o trabalho bem-sucedido que ela havia feito no passado, quando Campos era prefeito da capital pernambucana, que a levou ao governo. Na ocasião, ela substituiu Brunna Rosa Alfaia, aliada da primeira-dama Janja Lula da Silva.

Havia uma busca por melhorar a imagem do governo e dar um frescor ao trabalho feito nas redes sociais. A chegada de Mariah se deu praticamente no mesmo momento em que Sidônio assumiu como ministro, em janeiro de 2025, quando substituiu Paulo Pimenta, que foi demitido depois de críticas de governistas e do próprio Lula à política de comunicação então vigente.

Sidônio também tinha interesse em que Mariah administrasse as redes sociais de Lula durante a campanha, mas o petista optou por deixar esse trabalho sob os cuidados de Ricardo Stuckert, seu fotojornalista de confiança, e de Nicole Briones, responsável pelas redes sociais do PT.

ALIADO À FRENTE DA CAMPANHA

Sidônio emplacou o marqueteiro Raul Rabelo para tocar a campanha de Lula em 2026. Os 2 foram sócios na agência de publicidade Leiaute e mantêm interlocução.

Rabelo ganhou a confiança do ministro da Secom quando ocupou o cargo de diretor de criação da Leiaute e posteriormente se tornou sócio. A dúvida que havia em relação à saída ou não de Sidônio do governo neste ano o levou a indicar o parceiro para estar à frente da campanha lulista.

Foi Rabelo o responsável pela prospecção da casa usada pelo núcleo de comunicação lulista, no Lago Sul –na região mais nobre de Brasília. É nesse local que Lula grava seu programa eleitoral.


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