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Com nariz de palhaço, advogado pede “julgamento justo” no STF

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Com nariz de palhaço, advogado pede “julgamento justo” no STF

Com nariz de palhaço, um advogado protestou nesta 2ª feira (14.set.2026), em frente à sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, pedindo justiça e respostas sobre os desdobramentos do caso Master que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do banco, Daniel Vorcaro.

O protesto ocorreu na véspera do julgamento em que o STF decidirá se autoriza a Polícia Federal a investigar Moraes por causa de mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

Segurando um cartaz com frases como “Ministro Fachin, faça justiça! A sociedade está esperando respostas!” e “Alexandre de Moraes, explique o contrato de R$ 131 milhões!”, o advogado Alex Lima afirmou que estava ali para exercer sua liberdade de expressão e realizar um protesto pacífico. Segundo ele, a motivação para o ato foi a necessidade de respostas sobre o caso Moraes-Vorcaro. 

“Eu estou aqui porque nós pedimos, como sociedade, satisfação e prestação de contas dos Três Poderes, tanto do Legislativo e do Executivo quanto do Judiciário. E em relação ao Judiciário, nós queremos satisfação do STF em relação às mensagens do Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre Moraes. Nós queremos um julgamento justo amanhã, um julgamento que dê satisfação para toda a sociedade brasileira”, afirmou.

Assista ao vídeo (55s):

Relação Moraes-Vorcaro

Moraes se tornou o centro de uma crise no STF depois que sua aproximação com Daniel Vorcaro veio à tona por meio de relatórios de investigação da Polícia FederalA aproximação entre os 2 começou no fim de 2023.

Em 2024, o escritório da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, firmou um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master. As minutas do documento foram editadas pelo próprio Moraes.

Vorcaro está preso preventivamente no Complexo da Papuda, em Brasília, por suspeita de fraudes financeiras bilionárias, lavagem de dinheiro, corrupção e de liderar um esquema de intimidação e coação contra opositores.

Na noite de 17 de novembro, véspera de sua prisão, Vorcaro enviou uma mensagem ao contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA” dizendo que estava “on-line”. Dois dias antes, em 15 de novembro, o fundador do Banco Master havia perguntado ao ministro: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

As mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal.

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