O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, solicitou neste domingo (13.set.2026) à Polícia Federal acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O conteúdo foi usado para embasar informações apresentadas na petição 16.662, que será julgada pelo plenário da Corte na 3ª feira (15.set.2026).
O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, 2 dias antes da sessão em que o STF analisará o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes.
Gilmar quer receber a mídia correspondente aos dados obtidos no aparelho de Vorcaro, periciado pela PF em São Paulo e registrado no Laudo nº 4281/2025. Esse conteúdo serviu de base para as conversas reproduzidas nos elementos que integram a petição.
ENTENDA
O presidente do STF, Edson Fachin, pautou para 3ª feira o julgamento que vai analisar a decisão do ministro André Mendonça sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. O caso envolve mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que citam Moraes e pessoas próximas ao ministro.
O presidente do Tribunal deu uma resposta conjunta diante das decisões de Mendonça, Moraes e Flávio Dino na crise envolvendo possível investigação de ministros do Supremo. Por um lado, Mendonça pediu uma investigação do ministro Alexandre de Moraes por possível envolvimento com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O relator do caso pediu uma sessão pública do plenário para avaliar o caso em 1º de setembro.
Em 3 de setembro, Moraes apresentou um pedido para investigar Mendonça por “abuso de autoridade”. Sendo relator do inquérito das fake news, Moraes cita um “relatório de inteligência” contra Mendonça para afirmar que o colega teria direcionado as investigações da PF contra “adversários”.
Na 6ª feira (4.set.2026), Fachin unificou os 2 pedidos em uma petição única, sob a condução da presidência. Ele ainda havia dado um prazo para que Mendonça; Moraes; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestassem esclarecimentos.
Pouco dias depois, na 3ª feira (8.set.2026), Mendonça vê ilegalidades na produção do relatório de inteligência feito pela PF e mencionado por Moraes. O relator do inquérito do Master afastou cautelarmente o chefe da PF da função. No mesmo dia, a AGU (Advocacia Geral da União) recorreu da decisão para Fachin.
Na manhã desta 4ª feria (9.set.2026), em articulação com o Palácio do Planalto, o ministro Flávio Dino, que é relator de inquérito sobre desvio de emendas para o filme Dark Horse, afronta a decisão de Mendonça e reintegra o diretor-geral na corporação.
Agora, com 3 decisões diversas, Fachin revoga as 2 decisões envolvendo o afastamento de Andrei Rodrigues (na prática, mantendo o chefe da PF no cargo). Ele também retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e resolveu pautar o pedido de Mendonça para investigar Moraes.
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