O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), reconheceu neste sábado (12.set.2026) o cenário adverso na eleição presidencial. Mencionou que as pesquisas eleitorais mostram que “o jogo está empatado” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Durante o evento “Café com Boulos com Plateia”, em São Paulo, disse ser necessário “organizar a reação, o contra-ataque para reeleger Lula” e “derrotar o bolsonarismo de uma vez por todas”.
“A gente entra em um outro momento da campanha do Lula. É um momento em que nós vamos sem meias palavras para cima dos nossos adversários e para cima deles sem dó. Um a um. Um a um. Quebrar a blindagem de um a um. É um momento em que nós vamos comparar a vida real do povo”, declarou.
Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta 5ª feira (10.set) mostra que Lula está numericamente atrás de Flávio em eventual disputa de 2º turno. O senador tem 47% das intenções de voto, ante 45% do petista. O cenário é de empate técnico entre os 2 candidatos, já que a margem de erro é de 1,8 ponto percentual.
“Não adianta entrar no desespero nas últimas horas antes da eleição se as pesquisas não estiverem boas”, acrescentou ao falar com a militância.
Boulos fez críticas ao vazamento de inquéritos e responsabilizou, sem provas, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal: “O que os nossos adversários quiseram? Colocar na eleição um clima de rastejar na lama. Ficar o André Mendonça vazando um negócio a cada 2 dias e isso é que vai pautar a eleição. Não. A gente deu um basta nisso”.
O ministro declarou que já disse “o que tinha para dizer” sobre o STF, mas que “não pode ser André Mendonça nem nenhum ministro do Supremo que vai pautar essa eleição no Brasil”.
FLÁVIO BOLSONARO
Guilherme Boulos subiu o tom contra Flávio Bolsonaro: “Estamos enfrentando, talvez, o maior dos bandidos que ousou ser candidato a presidente da República nesse país […] Nunca alguém ousou disputar a presidência da República com tanta sujeira. E esse cara não tem autoridade moral para apontar o dedo para o lado de cá”.
Voltou a associar em tom negativo a família Bolsonaro ao presidente dos EUA, Donald Trump. “Os Bolsonaros estão a serviço do imperialismo dos Estados Unidos, de Trump”, declarou.
E completou: “Não é porque estamos no governo que vai ser mais fácil. Será uma guerra. Já está sendo uma guerra e ninguém ganha guerra parado, só com flores. A gente vai ganhar essa guerra com muito enfrentamento com eles. Nosso inimigo está além das nossas fronteiras”.
RETIRADA DE SIGILO
Boulos também fez menção à queda do sigilo de mais processos ligados às investigações sobre o Banco Master. Entre os inquéritos liberados está o que apura o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A investigação mira Flávio, apontado pela Polícia Federal como o elo com Daniel Vorcaro na captação de recursos para a obra. Segundo a PF, o dinheiro foi administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
“A cada sigilo que cai, o Flávio Bolsonaro cai junto”, afirmou Boulos.
