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Emendas de Frias a ONG ligada a “Dark Horse” pagaram doador de campanha

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Rudyge Alex Scatolini Boldrini, professor de jiu-jítsu que atuou como prestador de serviço e doador da campanha do deputado federal Mário Frias (PL-SP) em 2022, recebeu parte dos recursos de uma emenda destinada pelo congressista ao ICB (Instituto Conhecer Brasil). A entidade é presidida por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Boldrini é idealizador do projeto “Lutando pela Vida”, em Pirassununga. A ação social no interior paulista faz parte do ICB, que recebeu R$ 2 milhões em emendas de Frias. 

Decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino  autorizou a operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal nesta 5ª feira (10.set.2026), para investigar o financiamento do filme e possíveis irregularidades no repasse de emendas de Frias. Leia a íntegra da decisão (PDF – 886 kB).

A CGU (Controladoria Geral da União) identificou uma série de indícios de irregularidades no projeto. Uma nota técnica do órgão aponta que Boldrini teria constituído um MEI (microempreendedor individual) poucos dias antes de ser contratado pelo projeto, com possível assinatura retroativa do contrato.

O MEI de Boldrini recebeu R$ 13.700,01 pelo projeto. O contrato previa a prestação de serviços de coordenação técnica e organizacional de atividades de jiu-jítsu, com vigência de 23 meses e valor total de R$ 105.033,41, em parcelas mensais de R$ 4.566,67.

HISTÓRICO DE BOLDRINI COM FRIAS E ICB

Boldrini atuou na campanha de Frias de 2022, segundo dados apresentados à Justiça Eleitoral. Em 18 de agosto de 2022, ele foi contratado pela campanha. Recebeu R$ 7.500. Posteriormente, doou R$ 4.000, em 2 parcelas, ao candidato.

Em 27 de junho de 2023, o ICB outorgou procuração em nome de Boldrini. Em 31 de janeiro de 2024, ele foi eleito 1º Conselheiro Fiscal do ICB para mandato até 31 de janeiro de 2032, mas renunciou ao cargo em 10 de novembro de 2024.

A CGU também ressaltou que Boldrini aparece em diversos processos judiciais, vários deles cíveis relacionados à atuação político-eleitoral no município de Pirassununga, com representações por propaganda eleitoral e alegações de ofensas praticadas em contexto de disputa política.

O Poder360 procurou Rudyge Boldrini, via aplicativo de mensagens, para perguntar se gostaria de emitir uma declaração sobre o conteúdo deste texto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

O Poder360 procurou o gabinete de Frias por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da operação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

O Poder360 tentou entrar em contato com Karina Gama, mas não encontrou um telefone ou e-mail válido para informá-la sobre o conteúdo desta reportagem. Este jornal digital continuará tentando contato e atualizará o texto caso receba uma manifestação.

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