O presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez uma avaliação, nesta 5ª feira (10.set.2026), sobre os últimos resultados das pesquisas eleitorais, que mostram um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), que avançou nas intenções de voto. O dirigente petista disse que os números são “consequência da mudança da conjuntura” e atribuiu o momento a um “crescimento do sentimento antissistema”.
Ele citou a crise do STF, que, na sua visão, resulta em uma “descrença da sociedade nas instituições”. Edinho falou sobre o tema a jornalistas, depois de reunião da Executiva Nacional, na sede do PT, em Brasília.
“Sempre digo que a pesquisa é uma fotografia do momento. Qual é a fotografia do momento? É o crescimento do sentimento antissistema. Então, essa crise na Suprema Corte agrava aos olhos da sociedade e gera uma descrença da sociedade nas instituições. Aumenta a descrença da sociedade nas instituições, isso é inegável. Por isso que essa crise é tão ruim. Porque a sociedade passa a não acreditar nas instituições”, declarou.
Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta 5ª feira (10.set) mostra que Lula está numericamente atrás de Flávio em eventual disputa de 2º turno. O senador tem 47% das intenções de voto, ante 45% do petista. O cenário é de empate técnico entre os 2 candidatos, já que a margem de erro é de 1,8 ponto percentual.
POLARIZAÇÃO E ANTISSISTEMA
Segundo Edinho, o sentimento antissistema leva “a resultados muito ruins”. Reconheceu que o momento é negativo pela crise institucional.
“A sociedade desacredita tanto, que os oportunistas, os salvadores da pátria, os inconsequentes acabam ocupando espaço, capitalizando esse sentimento antissistema. Em nenhum desses processos a democracia foi vitoriosa. No final, a democracia sai enfraquecida, as instituições destruídas e geralmente a história registra, como eu já disse, tragédia”, acrescentou.
O líder petista também disse que a polarização é uma característica dos tempos atuais no mundo todo. Segundo o dirigente partidário, o brasileiro não tem uma característica de “embarcar em aventuras”, mas fez uma ponderação:
“Se nós pegarmos ao longo da história, a sociedade brasileira nunca embarcou em aventuras. Em 2018, foi talvez a maior expressão do sentimento antissistema, mas em 2022 a sociedade corrigiu rapidamente”, declarou ao se referir às eleições presidenciais de Jair Bolsonaro (PL), em 2018, e de Lula, em 2022.
Edinho também disse ser necessário um retorno da estabilidade institucional: “Temos que arrumar saídas para essa crise que nós estamos vivendo no campo da democracia, fortalecendo a democracia, para que o Brasil não viva nenhuma experiência trágica.”
