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Quem é William Murad, delegado que assume o comando da PF

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, determinou nesta 3ª feira (8.set.2026) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A medida foi tomada depois de descoberto um possível monitoramento ilegal e sistemático feito pelo setor de inteligência da corporação contra o próprio ministro por cerca de um mês.

O cargo de Andrei será temporariamente ocupado por William Murad, delegado de carreira que ocupava o posto de Diretor-Executivo da corporação desde janeiro de 2025.

A decisão de afastamento foi submetida à apreciação da 2ª Turma do STF, onde o julgamento acabou suspenso devido a um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes

No entanto, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques adiantaram seus posicionamentos, acompanhando o relator e formando maioria no colegiado para manter a saída imediata de Andrei Rodrigues do comando do órgão.

WILLIAM MURAD

Graduado em Direito pela USP (Universidade de São Paulo) e 1º colocado no Curso de Formação Profissional de Delegado em 2002, Murad possui uma extensa trajetória na instituição.

Entre suas principais atribuições pregressas, atuou como Adido Policial Federal no Reino Unido (2021-2024), Diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (2018-2021) e Coordenador-Geral de Inteligência da Diretoria de Inteligência Policial em 2017. Na esfera regional, esteve à frente da Delegacia da PF em São José do Rio Preto (SP), da Divisão de Repressão a Crimes Fazendários em Brasília e da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte.

Além dos cargos executivos e operacionais na PF, William Murad acumulou experiência na coordenação de segurança de grandes eventos pelo Ministério da Justiça. Ele exerceu a função de Diretor de Inteligência e Coordenador Nacional da Operação de Inteligência nos Jogos Olímpicos Rio 2016, além de ter atuado como Coordenador Substituto do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional durante a Copa do Mundo de 2014. 

Sua qualificação técnica inclui capacitação na FBI National Academy nos Estados Unidos em 2010, conclusão do Curso Superior de Polícia em 2012 e especializações no segmento de inteligência policial, áreas sobre as quais também leciona como instrutor na Academia Nacional de Polícia.

AFASTAMENTO DE ANDREI DA PF

  • Decisão de Mendonça – o ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta 3ª feira (8.set.2026) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal;
  • Motivação – Mendonça afirmou haver indícios de que a PF produziu relatórios paralelos sobre sua atuação no caso Banco Master, prática que classificou como “arapongagem institucional”;
  • Moraes sabia – segundo Mendonça, Alexandre de Moraes tinha conhecimento prévio dos relatórios que depois foram usados para incluí-lo no inquérito das fake news;
  • Maioria no STF – a 2ª Turma já formou maioria para manter o afastamento. Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela medida;
  • Gilmar suspende julgamento – Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a análise. O afastamento continua valendo enquanto o julgamento não é retomado;
  • PF contesta – a corporação sustenta que sua atuação foi técnica e regular. O diretor-executivo William Marcel Murad saiu em defesa de Andrei e disse que a PF não se deixará abalar por “ataques”;
  • Cúpula da PF reage – os 11 diretores da corporação colocaram os cargos à disposição do diretor-geral interino, William Marcel Murad, em apoio a Andrei e Almada. Classificaram as acusações como “ataques injustificados”;
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União anunciou que recorrerá da decisão. O governo sustenta que Mendonça interferiu em uma atribuição do presidente da República.
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União prepara recurso contra o afastamento. O principal argumento é que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuições do presidente da República;
  • Impasse jurídico – a lei estabelece que o diretor-geral da PF é nomeado pelo presidente, mas não diz expressamente que só o chefe do Executivo pode determinar seu afastamento preventivo;
  • Caso está no STF – a decisão de Mendonça abriu uma nova frente na crise envolvendo integrantes da Corte e a cúpula da PF;
  • Planalto tenta conter crise – Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordo para preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam contra ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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