O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes não participou do desfile de 7 de Setembro, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Em 2025, durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Moraes também faltou ao evento. Já em 2024, esteve presente.
Moraes está no centro da crise vivida pelo Supremo, iniciada pela revelação de mensagens entre o ministro da Corte e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Os integrantes do Supremo costumam ser convidados para integrar a tribuna presidencial durante a cerimônia. Neste ano, apenas o presidente do STF, Edson Fachin, compareceu. Ele ficou próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Antes do início do evento, Fachin conversou com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro da AGU (Advocacia Geral da União), Jorge Messias, que se manifestou no domingo (6.set) sobre a crise no STF.
Em 2025, nenhum representante do STF esteve no desfile cívico-militar do 7 de Setembro. Já em 2024, além de Moraes, o então presidente da Corte, Roberto Barroso, esteve na tribuna de honra. No ato de 2023, 1º ano do 3º mandato de Lula, só a então ministra Rosa Weber compareceu.
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CRISE NO STF
A crise envolvendo ministros da Suprema Corte teve início em 1º de setembro. O ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo de ação sobre a investigação de Vorcaro, e das mensagens trocadas com um contato atribuído a Alexandre de Moraes. Eis a íntegra (PDF – 157 kB).
Em uma das mensagens, o banqueiro perguntou ao ministro se deveria deixar o país 2 dias antes de ser preso. “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu a Moraes em 15 de novembro de 2025. No dia seguinte, voltou a questionar: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.
Os registros recuperados, porém, não permitem reconstruir integralmente as conversas. Em parte dos diálogos, não é possível saber qual foi a resposta às mensagens enviadas por Vorcaro.
Depois da retirada de sigilo, Moraes incluiu, na última 5ª feira (3.set), Mendonça no inquérito das fake news, iniciado em 2019 e inconclusivo até hoje. Fachin tirou Mendonça do inquérito na 6ª feira (4.set). Deu 5 dias úteis para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, dizer se o pedido de Moraes é pertinente. Depois, Mendonça terá mais 5 dias úteis para se manifestar.
Fachin também estabeleceu prazo de 5 dias úteis para manifestações de Mendonça, de Moraes, de Paulo Gonet e de Andrei Rodrigues sobre as investigações envolvendo o Master, que tiveram o sigilo retirado.
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