Os Estados Unidos aprovaram a venda de bombas e equipamentos militares à Arábia Saudita no valor de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 25 bilhões). A decisão foi tomada na 6ª feira (4.set.2026) pelo Departamento de Estado norte-americano e ainda precisa passar pelo Congresso antes de ser concluída.
O pacote foi justificado por Washington em comunicado como medida para reforçar a capacidade de defesa aérea saudita diante das ameaças regionais. A Arábia Saudita é classificada pelos Estados Unidos como um “aliado importante” que não integra a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Eis a íntegra (PDF – 277 kB).
O lote aprovado inclui bombas JDAM-ER (Joint Direct Attack Munition – Extended Range), munições guiadas por GPS e equipamentos de apoio. A fabricante de bombas Boeing será a principal contratada da operação. O pacote estabelece ainda suporte logístico, peças de reposição e outros materiais necessários para a utilização dos equipamentos.
O Departamento de Estado disse que a venda ampliará a capacidade saudita de responder a ameaças atuais e futuras. Washington destacou também que a operação aumentará a interoperabilidade das Forças Armadas da Arábia Saudita com sistemas utilizados pelos Estados Unidos e por outros parceiros do Golfo.
CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO
A aprovação ocorre durante guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro. A Arábia Saudita tem sido alvo de ataques com drones e mísseis de forças iranianas e dos militantes houthis, grupo apoiado por Teerã que atua no Iêmen.
Os houthis mantinham uma trégua informal com Riad desde 2022, mas o acordo foi rompido depois do início do conflito com o Irã. Em julho, os rebeldes anunciaram um bloqueio naval contra a Arábia Saudita e atacaram petroleiros sauditas no mar Vermelho.
Ainda em julho, Riad participou de ataques ao lado dos Estados Unidos contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque. O governo saudita atribuiu a esses grupos uma ofensiva com drones contra instalações petrolíferas saudita.
