O candidato à presidência Romeu Zema (Novo) divulgou neste sábado (5.set.2026) uma prévia de mais um episódio da série feita por IA (inteligência artificial) utilizada em sua campanha, “Intocáveis”, com novas críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao caso Master.
O novo episódio veio depois de uma crise interna no Supremo. Um relatório da Polícia Federal, que veio a público na 3ª feira (1º.set) mostrou a troca de mensagens e encontros entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
“Esse vai ser o vídeo mais importante da minha vida. Mas eu não consigo enfrentar os intocáveis sozinho. Preciso de você [eleitor]”, escreveu o ex-governador de Minas Gerais na publicação em seu perfil oficial no X.
O teaser destaca o poder que Moraes exerceria sobre Brasília por meio de elementos visuais marcantes. Em uma alusão à série “Game of Thrones”, da HBO, um boneco do ministro aparece sentado em um trono, enquanto os demais integrantes da Corte surgem ajoelhados ao seu lado.
“Os Intocáveis” é uma série de vídeos produzida por Zema com inteligência artificial. O candidato usa as publicações para criticar ministros do STF e políticos citados nas investigações sobre o Banco Master.
No corte publicado em seu perfil oficial no X, aparecem fantoches que representam o ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a primeira-dama Janja da Silva e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Assista ao vídeo
CRISE NO STF
O relatório da PF reproduz conversas de Vorcaro com um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA” e reúne referências a encontros entre os 2, além de mensagens relacionadas ao escritório Barci de Moraes Advogados, ligado à mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.
O sigilo do documento foi retirado pelo ministro André Mendonça, que também determinou que o caso fosse levado ao plenário da Corte.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) passou a defender a nulidade de atos praticados por Mendonça, enquanto Moraes pediu a abertura de uma investigação contra o colega no do Inquérito das Fake News, alegando “fortes indícios” de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Fachin, porém, retirou o pedido contra Mendonça e avocou a condução dos próximos passos para a Presidência do STF. O ministro determinou prazo de 5 dias úteis para que Mendonça, Moraes, a PGR e a Polícia Federal apresentem informações sobre as alegações.
