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Trump assina ordens para apoiar pecuaristas e baratear carne

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), assinou na 6ª feira (4.set.2026) duas ordens executivas direcionadas ao setor pecuário do país. O objetivo é conter os preços recordes da carne bovina no varejo, reconstruir o rebanho nacional e ampliar a concorrência na indústria de processamento.

O pacote abrange desde a revisão do status de proteção ambiental de predadores, como o lobo-cinzento, até o financiamento a pequenos e médios frigoríficos regionais. As ordens também determinam uma análise sobre as regras de rotulagem do país de origem da carne.

Por causa de secas prolongadas e incêndios florestais, o rebanho bovino dos EUA caiu ao menor nível em 75 anos. A escassez de animais elevou o preço do produto nas prateleiras dos supermercados aos patamares mais altos da história.

Uma das principais demandas dos produtores atendidas pelos atos é o combate a ataques de animais selvagens. O Departamento do Interior vai avaliar a retirada ou reclassificação do lobo-cinzento e do lobo-mexicano da lista de espécies ameaçadas de extinção. A medida busca simplificar as autorizações para o abate letal desses predadores e ampliar as indenizações aos pecuaristas por animais mortos.

O governo norte-americano também anunciou aportes financeiros para descentralizar o processamento de carne, hoje dominado por poucas empresas. Foram destinados US$ 500 milhões para o programa SPUR, focado em pequenos frigoríficos, além de US$ 80 milhões para subsidiar inspeções e custos operacionais em estabelecimentos de menor porte.

Os EUA também querem avançar na exigência de transparência aos consumidores. O Departamento de Agricultura dos EUA vai revisar a regulamentação para que a origem do produto seja informada com mais clareza. Atualmente, a identificação “produto dos EUA” é voluntária e restrita a animais nascidos, criados e abatidos em solo norte-americano.

As decisões buscam acalmar a insatisfação do setor. Na semana anterior, o governo Trump havia ampliado temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina com tarifas reduzidas para tentar frear a inflação. A decisão gerou resistência entre produtores locais, que alegavam que a entrada do produto estrangeiro poderia desvalorizar o gado nacional e desestimular novos investimentos.

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