O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou neste sábado (5.set.2026) que o ex-juiz e senador Sergio Moro (PL-PR) está convencido de que ele não cometeu irregularidades na investigação das “rachadinhas”. A declaração foi dada durante visita à Cadeia Pública de Ponta Grossa (PR), onde está preso Filipe Martins, ex-assessor presidencial de Jair Bolsonaro (PL).
Ao ser questionado por jornalistas sobre a aliança política com Moro no Paraná, Flávio disse que as divergências anteriores estão superadas. “O Moro faz parte do nosso time. É o nosso candidato a governo aqui no Paraná, tenho certeza que vai ser um grande governador”, afirmou.
A fala de Flávio ocorreu em resposta a uma repórter que perguntou sobre as rusgas passadas entre ele e Moro.
“Sergio Moro tá aqui falando que vai combater a corrupção no Paraná, mas acusou o senhor de rachadinhas… como é que é isso? Como o senhor anda hoje ao lado do Sergio Moro mesmo ele tenho chamado o senhor de corrupto?”, perguntou a jornalista, citando o caso das rachadinhas, esquema pelo qual Flávio chegou a ser denunciado pelo Ministério Público e remete à época em que era deputado estadual no Rio de Janeiro. O caso foi arquivado.
Flávio defendeu o ex-juiz e afirmou que a convivência atual demonstra a superação dos atritos.
“O Sergio Moro é um grande quadro da política nacional. Nada melhor do que o tempo para mostrar quem é inocente e quem não é. Então hoje o Sergio Moro tem a convicção de que eu não fiz nada de errado”, disse o senador. Ele acrescentou que Moro “continua sendo um símbolo de combate à corrupção”.
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— Poder360 (@Poder360) September 5, 2026
CRÍTICAS A LULA E MORAES
Na mesma ocasião, o Flávio criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a atuação da Polícia Federal. O senador disse que o governo federal promove trocas nas superintendências da PF para interferir em investigações. Flávio disse que há suspeitas de repasses irregulares envolvendo “o filho do presidente da República”.
Sobre a visita a Filipe Martins, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, Flávio declarou ter ido prestar apoio a “mais um injustiçado e perseguido”. O candidato criticou a condução dos processos pelo ministro Alexandre de Moraes e defendeu a aplicação da lei da dosimetria de penas, afirmando que a medida permitiria a libertação de Martins.
Flávio Bolsonaro esteve acompanhado de advogados, do próprio Sergio Moro, além de apoiadores e jornalistas na portaria do local.
