O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou na 6ª feira (4.set.2026) que pretende preencher as 4 vagas que surgirem no Supremo Tribunal Federal com mulheres. A declaração foi dada durante sabatina promovida pela revista Veja.
Segundo o ex-governador de Goiás, a escolha de ministras busca resgatar a credibilidade da instituição e aplicar o que chamou de “choque de realidade” na Corte. Ao longo do próximo mandato presidencial, 4 dos atuais 11 integrantes do tribunal vão completar 75 anos e atingir a idade da aposentadoria compulsória. Embora tenha feito tais declarações, nenhuma das medidas está descrita em seu programa. Leia íntegra do plano de governo de Ronaldo Caiado (PDF – 977 kB)
Caiado afirmou que tomou a decisão com base em sua experiência no governo goiano, quando nomeou mulheres para secretarias e órgãos como a Procuradoria Geral do Estado, Meio Ambiente e Educação. Ele não antecipou nomes, mas disse que avaliará “a trajetória profissional e o reconhecimento técnico” das indicadas. Afirmou também que, se eleito, enviará a 1ª indicação ao Senado logo no início da gestão.
Além das nomeações femininas, o presidenciável defendeu uma reforma no Judiciário. Entre as medidas propostas por Caiado, estão o aumento da idade mínima para integrar o STF de 35 para 60 anos, o estabelecimento de uma quarentena de 4 anos para o exercício da advocacia depois de deixar o tribunal e a vedação de disputar cargos eletivos por 8 anos.
O candidato voltou a fazer críticas ao funcionamento atual do STF e defendeu o afastamento do ministro Alexandre de Moraes enquanto sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, é apurada. Caiado também cobrou a derrubada do sigilo de investigações que citam figuras públicas antes do 1º turno das eleições.
“Muito pra mostrar, nada pra esconder”
O plano de governo de Caiado –com o slogan “Muito pra mostrar. Nada pra esconder”– faz menções pontuais ao Judiciário, sem citar o STF. O texto trata da necessidade de “recuperar a coordenação entre Executivo, Legislativo, Judiciário, Estados e municípios” para retirar a “polarização estéril do centro da vida pública”. O candidato também propõe a atuação do governo federal no combate às facções em cooperação com Estados, “Ministério Público, Judiciário e países vizinhos”.

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