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UE indica retomada de frango brasileiro; relatório está pendente

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, confirmou que autoridades sanitárias da Comissão Europeia aprovaram a retomada das exportações de carne de aves e mel do Brasil. O grupo concluiu nesta 6ª feira (4.set.2026) a auditoria técnica sobre os produtos, mas os negociadores brasileiros ainda aguardam o envio do relatório oficial.

“Agora é esperar a evolução do processo burocrático, mas muito rapidamente nós vamos ver o Brasil de volta à lista dos fornecedores de aves e de mel para a União Europeia”, declarou o ministro.

O Mapa apresentou protocolos e recebeu técnicos europeus para auditorias nos setores de frango e mel. Segundo De Paula, a reunião final da missão europeia foi positiva e demonstrou que os controles sanitários foram considerados “satisfatórios”.

Como antecipou o Poder360, o objetivo inicial era fazer com que, ao menos, o Brasil voltasse à lista de países autorizados a exportar carne de aves para o bloco.

O governo brasileiro, no entanto, não conseguiu reverter a medida dentro do prazo, que terminou em 3 de setembro. O caso da carne bovina é ainda mais complicado.

Como o ciclo de vida do boi ultrapassa 2 anos, o prazo dado pela União Europeia foi considerado insuficiente para avaliar o uso de antimicrobianos nos animais. No caso do frango, cujo ciclo de vida é mais curto, a reversão da medida em curto prazo foi mais simples.

ENTENDA

A UE anunciou em 12 de maio que excluiria o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e de frango ao bloco. A justificativa foi que a indústria brasileira não apresentou informações exigidas pela Comissão Europeia que assegurassem que a carne e outros produtos de origem animal cumprem os requisitos da UE sobre antimicrobianos.

A medida foi oficializada em 5 de junho e começou a valer em 3 de setembro.

A legislação da UE proíbe o uso de antimicrobianos para estimular o crescimento ou aumentar o rendimento dos animais. O bloco afirma que nenhuma carne consumida em seu território pode ter sido produzida com antimicrobianos para fins de crescimento ou aumento de rendimento. O receio é que o uso excessivo desses medicamentos na pecuária acelere o surgimento de bactérias, vírus, fungos e parasitas resistentes aos remédios usados para combatê-los.

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