O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta 5ª feira (3.set.2026), a atuação do senador Rogério Marinho (PL-RN) contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6 X 1. O presidente escreveu em seu perfil no X que os brasileiros precisam saber “quem está tentando impedir uma conquista que pode garantir 1 dia a mais de descanso sem redução de salário”.
O texto foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado) na 4ª feira (2.set). Segundo os governistas, Marinho e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) articularam para que a proposta não fosse ao plenário da Casa Alta no mesmo dia.

“As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil ‘quebra’. Do mesmo jeito que ia ‘quebrar’ quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º. Uma história que se repete desde os tempos do fim da escravidão”, escreveu o petista.
A pauta é considerada essencial na campanha de reeleição de Lula. O governo tem se esforçado para que a redução da escala de trabalho seja votada antes das eleições, realizadas em outubro.
O petista tem pressionado para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), paute o tema. A relação dos 2 passou por um período de distanciamento: ficaram cerca de 3 meses sem conversar depois da rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal.
A reaproximação se deu em agosto, depois de um jantar mediado por ministros da Suprema Corte.
A jornalistas, o líder do Governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou, na 4ª feira (2.set), que o governo vai negociar com Alcolumbre a realização de uma sessão extraordinária ainda este mês para tentar votar o texto antes das eleições.
Para Randolfe, se isso não for possível, há a possibilidade de incluir a PEC na 2ª semana de esforço concentrado do Congresso, prevista para a 2ª semana de outubro. O líder garantiu que o texto será votado até o fim do próximo mês.

