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STF está dividido e Carmen Lúcia será voto de minerva sobre Moraes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O placar de uma eventual votação no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master é incerto. Neste momento, a Corte está dividida praticamente ao meio.

Há 4 ministros favoráveis à investigação. São eles: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Por outro lado, são 3 os contrários: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos. A ministra Cármen Lúcia é a única cujo voto ainda é considerado indefinido.

Se Cármen votar contra a investigação, haverá empate. Nesse caso, o resultado favorece a parte apontada como suspeita e Moraes se livra da apuração.

Próxima semana

O ministro André Mendonça pediu uma sessão do plenário para analisar se Moraes deve ser investigado. Antes disso, porém, ele precisa entregar o relatório sobre o caso, o que deve ocorrer na 2ª feira (7.set) ou na 3ª feira (8.set).

Na sequência, Fachin deverá pautar a análise. A tendência é que o presidente do STF, responsável por definir a pauta da Corte, realize a sessão já na próxima semana.

Fachin também pretende atender ao pedido de Mendonça para que a sessão seja aberta e tenha transmissão ao vivo pela TV Justiça. A ideia é dar ampla transparência e repercussão ao caso.

7 de Setembro

A votação será realizada sob o impacto do ato marcado para a próxima 2ª feira, Dia da Independência, na avenida Paulista. É um ato que, historicamente, reúne a militância de direita.

A expectativa inicial era de uma manifestação relevante, mas com público modesto. Agora, bolsonaristas passaram a falar em levar 100 mil pessoas para a avenida.

Se isso de fato acontecer, a pressão para o STF não abrir uma investigação sobre a atuação de Moraes no caso Master será amplificada.

Reação

O grupo de ministros favoráveis a Moraes pretende se contrapor a Mendonça argumentando que uma investigação terá consequências para todos.

Entre os pontos que podem ser usados estão referências a parentes de Nunes Marques, ao resort Tayaya e a Toffoli, além da reunião de Mendonça com Vorcaro revelada nesta 4ª feira (2.set). Mendonça encontrou-se com Vorcaro em março de 2025.

Segundo o gabinete de Mendonça, foi discutida a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do Supremo Tribunal Federal e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco. Mendonça votou contra os interesses do Master.

Mendonça também encontrou o advogado Ciro Soares, que trabalhava com Vorcaro, em uma alfaiataria em São Paulo. Mendonça nega ter recebido qualquer tipo de presentes na ocasião ou em outras.

Entenda o caso

Relatório de 218 páginas, produzido pela PF (Polícia Federal) a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, reúne mensagens entre o fundador do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes.

O aparelho foi apreendido durante a operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025 para investigar suspeitas de fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília). Vorcaro foi preso na 1ª fase da operação, em 18 de novembro de 2025.

O relatório foi elaborado a pedido do ministro André Mendonça, do STF, para identificar integrantes de uma possível rede de influência e monitoramento atribuída a Vorcaro. A PF entregou o documento em 27 de agosto de 2026.

Parte das mensagens analisadas foi enviada pelo recurso de visualização única do WhatsApp. Por isso, em diversos diálogos reproduzidos no relatório, é possível identificar mensagens enviadas por Vorcaro, mas não conhecer o conteúdo das respostas do interlocutor. No caso das conversas com o contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, isso impede reconstruir integralmente parte dos diálogos.

A própria PF afirma que a análise “não possui caráter exaustivo”, porque foi realizada no prazo de 72 horas determinado para atender à requisição judicial. Segundo a corporação, podem existir outras citações ou referências indiretas ainda não identificadas pela equipe policial.

O conteúdo veio a público na 3ª feira (1º.set.2026), depois que Mendonça derrubou o sigilo da ação. Leia aqui todos os documentos.


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