Candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, classificou nesta 2ª feira (31.ago.2026) como “absolutamente injusta e ilegal” a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, de suspender sua campanha digital. Eis a íntegra da decisão (PDF – 475 kB).
Toffoli determinou no sábado (29.ago) a suspensão da propaganda eleitoral da chapa de Renan e do partido, incluindo o candidato a vice Aroldo Medina (Missão). A decisão também suspende repasses do Fundo Eleitoral e a participação dos candidatos em debates e outros meios de comunicação.
O ministro afirmou que 16 perfis de redes sociais fazem divulgação para Renan sem terem sido informados no registro da candidatura. Segundo Toffoli, o Missão informou sobre as contas em 19 de agosto, 12 dias depois do registro, feito em 7 de agosto.
Em vídeo, Renan afirmou que a decisão é desproporcional e disse que não utiliza recursos do Fundo Eleitoral. Também criticou a justificativa de que teria havido abuso de poder econômico por causa do problema no registro dos perfis.
“Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, quiçá milhares, também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo”, declarou.
O candidato afirmou ainda que a decisão estaria relacionada às manifestações que convocou contra Toffoli. Segundo Renan, foram 4 atos no último ano, com críticas ao ministro e menções ao suposto envolvimento dele em questões relacionadas ao Banco Master.
“Eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi”, disse.
Renan afirmou que suas redes sociais poderão ser retiradas do ar e pediu aos seguidores que salvem e compartilhem o vídeo. Disse também que continuará recorrendo à Justiça.
