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Amiga de Lulinha deu calote em tapeceiro, escola e loja de roupas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A lobista Roberta Luchsinger responde a ações judiciais em São Paulo e em Minas Gerais por calotes em profissionais autônomos e estabelecimentos de serviços, incluindo tapeceiro, escola e loja de roupas. Segundo reportagem do programa “Fantástico”, da TV Globo, exibida no domingo (30.ago.2026), em diversas ocasiões, oficiais de Justiça não conseguiram localizá-la nos endereços informados para intimá-la nem encontraram bens ou valores em contas bancárias para penhora. Em 2 casos, Roberta disse ser pobre para não arcar com os custos do processo.

A lobista é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de corrupção e tráfico de influência em Brasília. O inquérito da PF apura ligações de Roberta com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência; Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador de fraudes em benefícios previdenciários e preso preventivamente.

Segundo o “Fantástico”, em 2011, a lobista contratou o tapeceiro Nilton Cezar Pires para reformar estofados, camas e revestimentos de sua casa pelo valor de R$ 61.000, mas só pagou o valor inicial de R$ 25.000. O tapeceiro obteve ganho de causa em todas as instâncias, incluindo o Superior Tribunal de Justiça, mas os acordos celebrados ao longo da execução judicial foram descumpridos.

Para estancar o processo, Roberta ofereceu à Justiça uma coleção de 14 gravuras avaliadas por ela em R$ 70.000, apresentadas como obras originais de Candido Portinari. Diante da entrega, o processo foi suspenso. No entanto, o Projeto Portinari, entidade responsável pela autenticação do acervo do artista, disse ao “Fantástico” que as peças eram reproduções impressas sem valor de originalidade.

Em 2016, Roberta convenceu o investidor Lauro Vallejo a ser avalista de um empréstimo e a colocar como garantia uma fazenda em Minas Gerais em troca de comissão de R$ 40.000 e participação na bilheteria de um filme sobre o designer de carros de luxo Horacio Pagani. O aporte estrangeiro não se concretizou, as parcelas do empréstimo não foram quitadas e o credor obteve na Justiça a posse da fazenda de Lauro, avaliada em R$ 8 milhões.

Já em 2020, proprietários de um apartamento de alto padrão em São Paulo, onde Roberta morava, moveram ação de despejo por inadimplência contínua de aluguel, condomínio e IPTU. Ela só saiu do imóvel em 2023. A dívida acumulada, que chegou a R$ 500 mil, só foi quitada em maio de 2024.

De acordo com o “Fantástico”, ao longo de 2017, a lobista ainda deu calote na escola em que sua filha estudava, devendo R$ 91.000 referentes a mensalidades escolares, e em uma loja de roupas, onde deve R$ 21.000.

Em 2022, Roberta contratou uma agência de publicidade por R$ 42.000 para pré-campanha ao cargo de deputada federal, mas só pagou R$ 4.200.

Outros processos movidos por uma babá e uma empregada doméstica, demitidas pela lobista sem verbas rescisórias, somavam R$ 50.000 e prescreveram sem que os valores fossem recebidos.

Roberta enviou uma lista ao “Fantástico” informando quais ações já foram arquivadas pelo Judiciário. A respeito do caso envolvendo a fazenda em Minas Gerais, ela disse ter sido igualmente enganada pelo investidor do projeto e afirmou que o dono do imóvel estava ciente dos riscos da operação financeira.

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