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Flávio diz que buscará setor privado para concluir Angra 3

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse neste sábado (29.ago.2026) que buscará apoio da iniciativa privada para a conclusão das obras da Usina Termonuclear Angra 3. A construção está paralisada desde 2015 e custa R$ 1 bilhão por ano ao governo.

Durante evento em Angra dos Reis (RJ), um dos redutos bolsonaristas na Costa Verde do Rio de Janeiro, Flávio defendeu a finalização das obras e criticou os gastos para manter o projeto parado.

“Energia é uma questão a ser enfrentada no Brasil e aqui, em Angra, temos as usinas nucleares Angra 1, Angra 2 e Angra 3, que está até hoje sem terminar. Consome quase R$ 1 bilhão por ano dos cofres públicos. Então, junto da iniciativa privada, temos que concluir essa obra”, disse Flávio.

O candidato do PL também defendeu durante o ato o fortalecimento da produção nacional de petróleo, o avanço em autorizações para exploração na Foz do Amazonas e o uso de gás natural como fonte de energia, medida que ganhou espaço relevante em seu plano de governo

Flávio disse que questões ambientais têm freado projetos de infraestrutura no Brasil e defendeu o “destravamento de licenciamentos ambientais”.

“Temos muitas obras de infraestrutura que podem ser trazidas para essa região, em especial destravar as questões ambientais que têm impedido o desenvolvimento de Angra de uma forma correta. Tem milhões de brasileiros que gastam milhares de dólares para ir para Cancún, para a Indonésia, e a gente podia fazer a mesma coisa na região de Angra, Mangaratiba e Paraty”, declarou. 

SITUAÇÃO DE ANGRA 3

A construção de Angra 3 começou na década de 1980 e passou por sucessivas interrupções. As obras foram novamente paralisadas em 2015, durante os desdobramentos da Lava Jato, quando o projeto tinha atingido cerca de 65% de execução. Atualmente, não há um cronograma definido para a retomada ou a conclusão.

Dados mais recentes do governo indicam que aproximadamente R$ 12 bilhões já foram investidos e que 66% do empreendimento estão concluídos. Um estudo atualizado do BNDES estima em R$ 23,9 bilhões o custo para finalizar a usina. O cancelamento custaria de R$ 22 bilhões a R$ 25,9 bilhões, considerando dívidas, rescisões contratuais, desmobilização e perda dos recursos já aplicados.

Enquanto não há decisão, a Eletronuclear desembolsa cerca de R$ 1 bilhão por ano para manter o projeto parado. Desse total, aproximadamente R$ 800 milhões são destinados ao pagamento de dívidas com o BNDES e com a Caixa Econômica Federal, e R$ 200 milhões à conservação dos equipamentos e das estruturas.

Em julho de 2026, o CNPE reconheceu como interesse público o pedido da Eletronuclear para negociar a suspensão temporária das dívidas com os 2 bancos estatais. A resolução, porém, não suspendeu automaticamente os pagamentos nem alterou os contratos de financiamento. A definição sobre concluir ou abandonar Angra 3 continua pendente.

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