O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 5ª feira (27.ago.2026) que a relação de seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, com uma lobista investigada pela Polícia Federal leva “suspeita” ao Palácio do Planalto e gera “desconfiança” para ele. A declaração foi dada durante sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo.
“Leva [suspeita], lógico que leva. Leva suspeita e ele gera desconfiança para mim, porque o Marcola era meu chefe de gabinete”, afirmou. Lula disse, no entanto, que prefere aguardar o fim das investigações antes de tirar conclusões sobre a conduta do ex-auxiliar.
Marcola é investigado pela Polícia Federal por sua relação com a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a investigação, ele teria ajudado a agendar uma reunião da lobista no Ministério da Saúde e recebido a minuta de um contrato que favoreceria uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Questionado sobre informações de que Roberta Luchsinger teria pago despesas pessoais de Marcola, incluindo boletos, parcelas do financiamento de um carro e faturas de cartão de crédito, Lula classificou a relação como “totalmente errada”.
“Não é adequado. É totalmente errado. E o Marcola sabe do erro que ele cometeu, porque não é esse o papel do chefe de gabinete”, declarou.
Marcola afirmou que recebeu R$ 249 mil da lobista como empréstimo e que devolveu o valor. Lula disse acreditar, por enquanto, nessa versão, mas afirmou que o ex-auxiliar terá de responder caso tenha cometido irregularidades.
“Era uma pessoa da minha total confiança, trabalha comigo há 7 anos. Todo o tempo que eu fiquei preso no Paraná, ele ficou o tempo inteiro lá. Agora, cometeu erro, paga o preço”, disse.
O petista afirmou ainda que espera que a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça apurem o caso e disse que não haverá proteção a pessoas próximas a ele caso sejam comprovadas irregularidades.
SABATINAS DO “JORNAL NACIONAL”
A rodada de sabatinas teve início na 2ª feira (24.ago.2026), com Romeu Zema (Novo). Acaba no sábado (29.ago), com Augusto Cury (Avante).
Eis o calendário:
- 24.ago.2026 – Romeu Zema (Novo) – criticou o Supremo, disse que o Judiciário faz mais “política do que justiça” e defendeu a anistia para os envolvidos no 8 de janeiro e condenados por tentativa de golpe de Estado;
- 25.ago.2026 – Ronaldo Caiado (PSD) – evitou responder a perguntas de forma direta, falou em “pacificar” o país com uma anistia e disse que o problema do crime organizado deve ser resolvido internamente;
- 26.ago.2026 – Renan Santos (Missão) – defendeu que o Brasil tenha bomba atômica e afirmou que haverá “regime de exceção para retomar a favela”;
- 27.ago.2026 – Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
- 28.ago.2026 – Flávio Bolsonaro (PL);
- 29.ago.2026 – Augusto Cury (Avante).
