O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e coordenadores de sua campanha definiram, na 2ª feira (24.ago.2026), a equipe jurídica responsável pela campanha à reeleição do presidente.
O foco é a atuação junto ao Tribunal Superior Eleitoral, especialmente em relação ao adversário Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com quem a equipe do presidente já trava uma batalha judicial. As informações foram divulgadas por Bela Megale, de O Globo, e confirmadas pelo Poder360.
O advogado Angelo Ferraro lidera a coordenação do grupo. Ele participou das campanhas presidenciais de 2018 e 2022, e seu escritório é classificado pela Chambers and Partners entre os principais do Brasil na área eleitoral.
A equipe reúne nomes com passagens pelo TSE e pelo governo federal. Márcia Pelegrini, que ocupou a secretaria-executiva do Ministério da Justiça entre 2012 e 2014, integra o grupo. Os irmãos Henrique Neves e Fernando Neves, ambos ex-ministros do TSE, também passam a fazer parte do time, assim como o advogado e professor de direito Raphael Carvalho.
A área penal ficou sob responsabilidade de Pierpaolo Bottini, professor da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo).
Uma das frentes prioritárias da equipe é o acompanhamento dos perfis de Lula nas principais plataformas de redes sociais durante a corrida pelo Planalto. Os advogados trabalham para identificar conteúdos falsos sobre o petista e acionar medidas jurídicas para tentar retirá-los do ar antes que causem danos eleitorais à imagem do presidente.
EMBATES ANTERIORES NO TSE
As campanhas de Flávio e a de Lula já acionaram o TSE uma contra a outra ao menos duas vezes neste mês de agosto.
Uma foi quando a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PC do B, acionou, em 4 de agosto, o Tribunal em 6 processos para retirar das redes sociais vídeos e publicações contra o presidente. As ações têm como alvos o senador Flávio e o irmão, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC).
O outro caso mais recente foi quando, nesta 2ª feira (24.ago), a campanha de Flávio acionou o TSE contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Lula por prática de conduta vedada a agentes públicos durante a campanha eleitoral de 2026.
