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Haddad diz que casos Lulinha e Dark Horse não têm comparação

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP) afirmou nesta 3ª feira (25.ago.2026) que os casos Lulinha e Dark Horse não são comparáveis. A afirmação foi feita durante a participação de Haddad em uma sabatina promovida pela Veja com candidatos às eleições de 2026.

De acordo com Haddad, apesar de concordar que a investigação de ambos os casos seja necessária, ele considera que a comparação seja inviável já que o caso Lulinha envolve um parente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o caso Dark Horse envolve especificamente o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

“Nós devemos colocar as coisas na balança […] Lula é presidente da República e não mexeu um dedo para beneficiar quem quer que seja. Não tem nenhuma evidência. O outro é o personagem que desviou o dinheiro e que deveria estar sendo, na minha opinião, mais investigado pelo que confessadamente fez”, disse.

No último domingo (23.ago), Lula voltou a afirmar um discurso similar, durante uma entrevista à Record, de que seu filho Lulinha deve explicar a atuação suspeita e que ele não vai interferir na Polícia Federal ou nas investigações: “Meu filho sabe que, se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”.

ENTENDA

O caso Lulinha se refere a uma investigação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. 

Lulinha teria atuado com a lobista Roberta Luchsinger em favor da empresa World Cannabis, ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, para tentar fechar contratos com o Ministério da Saúde. O caso envolve outros nomes, como o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Já o caso Dark Horse, abordado na operação Wi-Fi, da Polícia Civil de SP, investiga se verbas de um contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo bancaram o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. O foco é a empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora do longa e presidente do ICB (Instituto Conhecer Brasil), contratado para o programa WiFi Livre SP na gestão Ricardo Nunes.

Há também suspeitas de um repasse de R$ 61 milhões do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, intermediado por Flávio Bolsonaro. A PF investiga também se o projeto bancou despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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