O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta 6ª feira (21.ago.2026) que uma candidatura pode vencer uma eleição com informações falsas, mas que a estratégia não se sustenta durante um governo.
“Você pode ganhar uma eleição mentindo, mas não se governa mentindo”, declarou durante ato na Praça da Estação, em Belo Horizonte (MG).
Assista a íntegra (2h57min):
O evento marcou o lançamento da candidatura do deputado federal e ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) ao Governo de Minas. Lula aproveitou o discurso para pedir votos à chapa aliada e apresentar propostas que pretende priorizar em um eventual novo mandato.
Ao falar sobre a disputa de outubro, o presidente afirmou que sua vitória dependerá da mobilização dos eleitores. Em seguida, completou: “Eu vou ganhar […] porque o poder tá no dedinho de vocês”.
REDES SOCIAIS
O discurso de Lula sobre informações falsas se aproxima de uma das linhas adotadas por Patrus na campanha mineira.
Em sabatina realizada por UOL e Folha de S.Paulo na 5ª feira (20.ago), o candidato ao governo de Minas defendeu regras para as plataformas digitais e disse que elas não deveriam servir como espaço para disseminação de “mentiras”. Patrus afirmou ainda que preferia perder a eleição a recorrer a esse tipo de estratégia.
“Se for para perder as eleições, eu prefiro perder as eleições”, declarou.
Patrus foi lançado candidato depois de meses de indefinição sobre o palanque de Lula em Minas. O senador Rodrigo Pacheco (PSB) era a principal opção defendida pelo presidente, mas desistiu da disputa. Patrus afirmou que aceitou concorrer depois de ser convidado por Lula.
EDUCAÇÃO E IA
Para combater essa desinformação, Lula afirmou que o país entrará em uma “nova fase” e colocou a educação entre as prioridades. Além disso, defendeu a expansão do ensino em tempo integral como forma de melhorar a formação dos estudantes e dar mais segurança aos pais durante a jornada de trabalho.
Segundo o presidente, a medida serviria “não apenas para dar tranquilidade às crianças, mas para dar tranquilidade aos pais e à mãe”.
O presidente também relacionou educação à autonomia tecnológica. Disse que quer ampliar a formação de jovens em áreas como engenharia, matemática e tecnologia para reduzir a dependência externa.
“O Brasil não vai ficar dependendo nem da China, nem dos Estados Unidos para fazer a sua inteligência artificial”, afirmou.
MINERAIS CRÍTICOS
Outro eixo do discurso foi o aproveitamento dos minerais críticos e das terras raras. Lula defendeu parcerias com China, Estados Unidos e países europeus, mas afirmou que o Brasil deve processar esses recursos internamente para agregar valor e abrir empregos.
“A gente não quer vender minério para vocês e comprar chip. A gente não quer vender minério e comprar bateria para carro elétrico […] A gente quer fazer a bateria aqui, quer fazer o chip daqui para gerar emprego de qualidade para o nosso povo”, afirmou.
O tema também foi explorado por Patrus. O candidato ao governo mineiro defendeu que Minas deixe de atuar principalmente como exportador de matéria-prima e passe a industrializar suas riquezas minerais no Estado.


