O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, atribuiu ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o aumento do endividamento das famílias e afirmou que a gestão petista é responsável pela alta do custo de vida no país. A declaração foi feita durante comício em Nova Iguaçu (RJ).
“Se você está endividado, se o seu nome está sujo, se precisa parcelar até o arroz e o feijão, a culpa é do governo Lula. Essa dívida não é sua”, disse.
Segundo Flávio, os gastos do governo pressionam a taxa básica de juros e contribuem para o aumento da inflação e dos preços dos alimentos.
“O governo se endivida, como está fazendo, gasta loucamente, a taxa de juros vai para a estratosfera, vai para a Lua, e a inflação chega e a comida fica cara. E a sua dívida está sendo reajustada com base na taxa que o governo Lula está aumentando”, afirmou.
O candidato disse que, em eventual governo a partir de janeiro de 2027, pretende reorganizar as contas públicas para reduzir os juros e a inflação.
“Nós vamos arrumar as contas deste governo, as taxas de juros vão cair, a inflação vai abaixar, a comida vai ficar mais barata”, declarou.
Flávio também afirmou que a melhora da economia permitiria às famílias retomar planos de consumo e serviços. O candidato ainda afirmou que seu eventual governo não teria como prioridade o aumento de gastos públicos.
“Esse é um governo que não vai roubar, vai trabalhar para o povo brasileiro”, declarou.
ENDIVIDAMENTO É TEMA NA CAMPANHA
Flávio Bolsonaro tem usado o endividamento das famílias como argumento para criticar a política econômica do governo Lula durante a campanha. O candidato atribui ao presidente a alta dos preços, dos juros e do nível de endividamento dos brasileiros.
Em julho de 2026, o endividamento das famílias brasileiras chegou a 82%, no maior nível da série histórica iniciada em 2015. O governo Lula lançou o Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado a pessoas com débitos em atraso. A iniciativa foi apresentada para facilitar a recuperação financeira das famílias.
Flávio tem explorado o tema para criticar o governo e associar o endividamento à condução da economia. Em junho, durante participação no evento Veja Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, afirmou que a gestão Lula deixará um “legado de dívida e fome”.
O tema voltou ao discurso de Flávio no 1º ato de campanha, realizado em 16 de agosto. Na ocasião, afirmou que o governo aumenta impostos para elevar a arrecadação e ampliar os gastos públicos.
“É um governo que a todo momento mete imposto no lombo do povo para aumentar arrecadação, por isso aumentar sua receita e gastar ainda mais. A consequência é inflação, a consequência é endividamento”, disse.
AJUSTE FISCAL
Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que o candidato pretende apresentar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para promover um ajuste fiscal. Segundo ela, o texto ainda está em discussão, assim como o cronograma para sua apresentação.
Durante participação em um painel do Fórum Lide, no Rio de Janeiro, Marques disse que a proposta terá como objetivo promover um corte estrutural de gastos. Segundo a coordenadora, a medida está sendo discutida com os presidentes do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal).
