O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), nesta 6ª feira (21.ago.2026), e disse que as alegações usadas para justificar as novas tarifas sobre produtos brasileiros são infundadas. Em ligação de 1h20, Lula pediu a retomada das negociações e afirmou que manter relações comerciais fortes interessa aos 2 países.
Segundo o governo brasileiro, Trump concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e propôs que as equipes voltem a se reunir em breve. Eis a íntegra da nota do Palácio do Planalto (PDF – 147 KB).
Os presidentes também discutiram a cooperação no combate ao crime organizado e conflitos internacionais, como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
A ligação aconteceu depois de Lula afirmar que pretendia falar diretamente com Trump. Em 5 de agosto, o presidente disse a congressistas que procuraria o norte-americano na semana seguinte. No dia 14, voltou a afirmar que buscava uma conversa para tratar das tensões entre os 2 países.
Há um forte desgaste nas relações Brasil-EUA. O governo brasileiro iniciou o processo de aplicação da Lei de Reciprocidade contra as tarifas norte-americanas e, ao mesmo tempo, tenta manter aberta a negociação com Washington.
CRIME ORGANIZADO
Na ligação, Lula defendeu uma atuação conjunta contra as organizações criminosas e disse que elas não devem ser classificadas como terroristas.
O presidente citou ações de combate ao crime organizado, como a estratégia de asfixia financeira das facções, que, segundo ele, já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões. Também mencionou o plano de levar padrões de segurança máxima a 138 presídios estaduais e a Lei Antifacção.
O Planalto afirma que Trump se comprometeu a reforçar a cooperação e disse que mobilizaria integrantes de alto escalão do governo norte-americano para dar continuidade às conversas.
GUERRAS
Sobre os conflitos, os 2 defenderam uma solução negociada para a guerra entre Rússia e Ucrânia, conforme o Planalto. Lula ainda propôs uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para tratar das crises atuais.
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