O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se queixou nesta 5ª feira (20.ago.2026) de críticas feitas à sua candidatura por integrantes da centro-direita. Em transmissão ao vivo, em seu canal no YouTube, disse estar “sozinho” na disputa e afirmou que esperava que políticos desse campo concentrassem os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na eleição de outubro.
“Isso me deixa um pouquinho chateado, mas também bola para frente, porque eu esperava que as pessoas que estão, que se dizem de centro-direita, fossem atacando o Lula. E é todo dia atacando o Flávio Bolsonaro”, declarou. Na sequência, afirmou contar com o apoio dos eleitores e de Deus.
Assista a live (1h):
A reclamação foi feita ao comentar o cenário eleitoral e a atuação de nomes do campo político que Flávio tenta reunir em torno de sua candidatura.
Apesar da queixa, o senador citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em tom elogioso. Disse ter conversado com ele durante compromisso na zona leste da capital paulista e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “com muito orgulho” do governador.
APOIO A FLÁVIO
A declaração expõe a dificuldade de Flávio em unificar a centro-direita em torno de sua candidatura. Durante a live, o candidato também reclamou da pulverização de candidaturas ao Senado dentro da direita. Disse que em Estados como São Paulo, Paraná e Distrito Federal há mais de 2 nomes identificados com esse campo e pediu aos eleitores que concentrem os votos nos candidatos apoiados por ele.
Em São Paulo, Flávio declarou apoio a Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). No Paraná, indicou Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). No Distrito Federal, pediu votos para Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL). Segundo o filho de Jair Bolsonaro, a divisão pode beneficiar adversários de esquerda e reduzir uma eventual base de apoio de seu governo no Congresso.
Flávio afirmou que precisará de uma bancada numerosa de senadores e deputados caso seja eleito. A composição do Congresso, disse, será necessária para aprovar propostas de seu plano de governo, entre elas a redução da maioridade penal. Na live, defendeu baixar a idade para responsabilização criminal a 16 anos em qualquer crime e a 14 anos em casos de crimes hediondos ou equiparados.


