Ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores e candidato a deputado federal por Goiás Delúbio Soares defendeu nesta 6ª feira (21.ago.2026) o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em entrevista ao Poder360, afirmou confiar no filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Acredito na inocência do Fábio Luís, porque eu o conheço desde criança. Tenho toda confiança nele e que todos esses fatos serão esclarecidos”, declarou.
Assista à íntegra da entrevista (1h4min5s):
A Polícia Federal instaurou 3 inquéritos que têm Lulinha como alvo. Os casos investigam suspeitas de tráfico de influência em negócios com o governo federal.
Delúbio também foi questionado por este jornal digital sobre o caso envolvendo Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula. Em 3 de agosto, o Poder360 revelou que ele recebeu repasses da empresária e lobista Roberta Luchsinger. A situação resultou na saída de Marcola da campanha de Lula, em 5 de agosto.
“Essas denúncias que aconteceram estão sendo apuradas, e as apurações vão levar ao caminho correto, que é apuração sem açodamento e trabalhar para que tudo seja esclarecido. Se tiver coisas fora do modelo republicano, as pessoas vão responder pelos seus atos”, disse Delúbio.
O ex-tesoureiro petista disse estar concentrado na própria campanha e que a equipe de Lula é que deve discutir como reagir a esses casos, “se vai atrapalhar nas pesquisas, se vai interferir”.
Quem é Delúbio Soares
Delúbio Soares de Castro tem 70 anos. Nasceu em Buriti Alegre, Goiás. É um dos fundadores do PT e da CUT, a Central Única dos Trabalhadores.
Delúbio é professor e tem uma trajetória sindical no setor de educação. Transformou o Centro de Professores de Goiás no Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás.
Foi presidente do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) e idealizador do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).
Foi tesoureiro do PT de 1999 a 2005. Delúbio foi condenado na Ação Penal 470, conhecida como Mensalão, e na operação Lava Jato. Ele chegou a ser preso, mas foi solto em 2016 depois de receber indulto natalino da então presidente, Dilma Rousseff (PT).
Em 2005, na época do Mensalão, foi expulso do PT, mas voltou ao partido em 2011. Delúbio tentou ser deputado federal em 1986, mas não foi eleito.
Em 2026, disputará uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PT de Goiás.


