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Manifesto com artistas e políticos apoia candidatura de Dirceu

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A campanha do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Estado de São Paulo, divulgou na 2ª feira (17.ago.2026) um manifesto em apoio à sua candidatura, apoiado por 113 pessoas na data do lançamento.

O manifesto reúne políticos, artistas, intelectuais, jornalistas e lideranças sociais de diferentes regiões do país. Entre os signatários estão a atriz Alessandra Negrini, o músico Gilberto Gil, o ex-presidente José Sarney e a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. Leia a íntegra (PDF – 8 MB). Sarney e Marta também gravaram vídeos de apoio ao ex-ministro. 

No momento, Dirceu tem restrições para fazer campanha de rua em função de um tratamento contra um linfoma. 

Subscrevem ainda o manifesto o músico Wagner Tiso, os atores Paulo Betti e Ailton Graça, os economistas Luiz Gonzaga Belluzzo e Guido Mantega, o diplomata Celso Amorim, o líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) João Pedro Stédile, a cineasta Petra Costa e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim

Trajetória

O documento destaca a trajetória de Dirceu desde a resistência à ditadura militar, passando pela fundação do PT e pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Menciona ainda que, ao longo de décadas, o ex-ministro “foi alvo de perseguições, injustiças, calúnias e prisões”, referência ao esquema do Mensalão, pelo qual foi preso.

“O Brasil precisa de José Dirceu na Câmara dos Deputados. José Dirceu é uma das mais importantes lideranças políticas da história recente do país. Como militante, dirigente partidário, deputado estadual, deputado federal e ministro de Estado, esteve presente em alguns dos momentos mais decisivos da vida nacional; da resistência à ditadura militar à redemocratização”, diz o texto.

O manifesto também defende que a eleição de Dirceu vai além dos interesses do Estado de São Paulo, destacando que o país precisa da “experiência e capacidade de articulação” do político, além de sua “capacidade de articulação e de seu compromisso histórico com a democracia, a soberania nacional, o desenvolvimento e a justiça social”.

Prisão e soltura

Em 2012, o STF condenou Dirceu a 2 anos e 11 meses de prisão por formação de quadrilha e 7 anos e 11 meses por corrupção ativa no julgamento do Mensalão. Posteriormente, a Corte o absolveu da acusação de formação de quadrilha, em julgamento de embargos infringentes, mantendo a condenação por corrupção ativa.

Ele começou a cumprir a pena em novembro de 2013, em regime semiaberto, e em outubro de 2014 passou ao regime aberto, cumprindo o restante da pena em prisão domiciliar. Em outubro de 2016, o então ministro Luís Roberto Barroso declarou extinta a punibilidade de Dirceu no processo do Mensalão, com base em indulto natalino previsto em decreto presidencial.

Na ocasião, porém, ele continuava preso preventivamente em Curitiba em razão de outro processo relacionado à Operação Lava Jato. Ele foi solto em maio de 2017, por uma decisão da Segunda Turma do STF.