O candidato a deputado federal pelo Partido Novo de Goiás Erciley Pires Santana acionou o Tribunal Superior Eleitoral para anular a candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência. A ação de impugnação foi protocolada neste domingo (16.ago.2026) e está sob a relatoria da ministra Estela Aranha. Eis a íntegra do documento (PDF – 649 kB).
O pedido argumenta que a chapa do PRTB descumpriu os prazos e regras da legislação eleitoral. Segundo a contestação, o registro do candidato foi enviado depois das 19h de 15 de agosto, prazo limite estabelecido pela lei. O documento alega ainda que o candidato não entregou o plano de governo, que é obrigatório para quem concorre ao Planalto.
A ação também questiona a legalidade da filiação de Marçal ao PRTB. A defesa do empresário goiano afirma que a filiação foi obtida por uma liminar provisória da Justiça Eleitoral paulista que ainda depende de análise final.
Além disso, o documento cita reportagens de imprensa sobre investigações que envolvem o presidente nacional do partido, Leonardo Avalanche, por suspeitas de fraudes internas e ligações com o PCC. Avalanche é vice na chapa de Marçal.
ENTENDA
O PRTB oficializou na noite de sábado (15.ago) o registro de candidatura de Marçal à Presidência. A inclusão da chapa no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se deu depois de uma decisão da Justiça Eleitoral conceder liminar que regularizou a filiação do ex-coach à sigla.
Apesar do anúncio e do envio dos dados à plataforma da Justiça Eleitoral, a candidatura ainda requer aprovação do tribunal, uma vez que Marçal encontra-se inelegível até 2032 por abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2024, na qual disputou a Prefeitura de São Paulo.
A medida se deu depois de o juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP) baixar uma liminar que permitiu a desfiliação de Marçal do União Brasil e a sua reconexão ao PRTB.
