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Lula cria conselho do Brasil Soberano 3

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criou o Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano. O grupo será responsável por analisar e aprovar a proposta do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a aplicação dos recursos do programa.

O decreto foi publicado nesta 5ª feira (6.ago.2026) no DOU (Diário Oficial da União). O conselho também avaliará os relatórios de execução do plano e elaborará seu regimento interno. Eis a íntegra do decreto (PDF – 218 kB).

O Brasil Soberano 3 disponibilizou R$ 18,5 bilhões em financiamentos para empresas de 22 setores afetados pelas tarifas comerciais dos Estados Unidos e por dificuldades no comércio com países do Golfo Pérsico. Entre as áreas atendidas estão aço, alumínio, indústria automotiva, móveis, calçados, papel, produtos farmacêuticos, equipamentos de informática, fertilizantes e minerais críticos.

O conselho terá representantes dos seguintes órgãos:

  • Casa Civil, responsável pela coordenação;
  • MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços);
  • Ministério da Fazenda;
  • Ministério do Planejamento e Orçamento.

O BNDES dará apoio técnico e poderá participar das reuniões para apresentar o plano de aplicação dos recursos e os relatórios de execução, mas não terá direito a voto. A secretaria-executiva ficará sob responsabilidade de uma secretaria especial da Casa Civil.

As reuniões poderão ser ordinárias ou extraordinárias. Será necessária a presença da maioria absoluta dos representantes, enquanto as decisões serão tomadas por maioria simples. Em caso de empate, o coordenador terá o voto de desempate.

O decreto também permite que especialistas e representantes de órgãos públicos e entidades privadas sejam convidados para as reuniões, sem direito a voto.

A 1ª proposta de aplicação dos recursos deverá ser enviada pelo BNDES ao conselho em até 5 dias úteis, contados da publicação do decreto. O regimento interno poderá estabelecer atualizações anuais e mudanças posteriores no plano. A participação no conselho não será remunerada.