O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, disse na 4ª feira (5.ago.2026) que não consegue comprovar a declaração do presidente argentino Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) de que “25% dos recursos [de uma suposta campanha anti-Argentina] vieram do governo brasileiro”.
“Temos certeza de que a campanha anti-Argentina foi financiada pelo Brasil, mas não temos certeza se foi financiada pelo governo brasileiro”, declarou o chanceler argentino ao site Infobae, tentando não contradizer o discurso de Milei.
“Sabe quem mais colocou dinheiro nesta campanha anti-argentina? O governo do Brasil. 25% dos recursos saíram do governo do Brasil. E depois eles vêm me falar de interferência”, afirmou Milei, sem apresentar provas, à rádio Mitre, em 26 de julho. Essa afirmação se deu 1 dia depois de o presidente argentino ter viajado a São Paulo para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
O discurso de Milei na convenção do Partido Liberal desencadeou uma crise com o governo brasileiro. Durante o evento, sem mencionar nomes, o argentino se referiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “ladrão” e chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de “lixo careca”.
Ao ser questionado pelo Infobae se há alguma informação de que os recursos para a suposta “campanha anti-argentina” saíram do Brasil, Quirno disse: “22% das mensagens contra a Argentina vieram do Brasil, seguido do México. É evidente que há dinheiro por trás disso”.
O chanceler argentino ainda tentou vincular as publicações contra a Argentina nas redes sociais aos recursos alegados por Milei. “Hoje, essas postagens estão sendo monetizadas nas redes sociais”, disse. “Quem no Brasil? Não tenho provas para incriminar ninguém”, acrescentou Quirno.
Milei também disse à rádio Mitre que a suposta “campanha anti-Argentina”, depois da final da Copa do Mundo, foi financiada pelo México e pelo Partido Democrata dos Estados Unidos.
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