A convenção nacional da Federação Psol-Rede aprovou nesta 4ª feira (5.ago.2026), por unanimidade, o apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A federação também decidiu integrar a coligação eleitoral da chapa.
Em resolução aprovada durante o encontro, a federação manifestou repúdio ao que classificou como “ingerência externa” dos Estados Unidos e de outros países no processo eleitoral brasileiro. O texto cita questionamentos ao sistema eleitoral, o aumento de tarifas anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) e uma suposta tentativa de acesso a recursos naturais brasileiros, especialmente a minerais críticos.
Segundo o presidente da federação, Juliano Medeiros, o apoio à candidatura de Lula reflete a avaliação de que a união das forças democráticas é necessária para enfrentar a “extrema-direita” e preservar a soberania nacional.
“A unidade das forças democráticas e populares é o único caminho para derrotar o extremismo e proteger a nossa soberania. Não aceitaremos que ingerências estrangeiras ou alianças espúrias com a extrema direita ameacem a nossa democracia, o nosso patrimônio natural e os direitos do povo brasileiro”, afirmou.
A resolução também afirma que a federação pretende apresentar contribuições ao programa de governo de Lula, com propostas voltadas à defesa da soberania nacional, dos direitos sociais e ao enfrentamento da emergência climática.
Além da disputa presidencial, o Psol-Rede declarou que buscará ampliar sua representação no Congresso Nacional, com o objetivo de fortalecer uma base de congressistas alinhada ao programa defendido pela federação. O documento sustenta que a reeleição de Lula deve ser acompanhada da eleição de deputados e senadores favoráveis à agenda do governo para reduzir a influência da oposição no Legislativo.
